Um homem morreu após receber uma suposta superdosagem de adrenalina na última quinta-feira (26), no município de São Sebastião do Uatumã, no Amazonas, no mesmo estado onde ocorreu a morte do menino Benício Xavier de Freitas, vítima de um caso semelhante.

Após caso de Benício, homem morre ao receber superdosagem de adrenalina (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Após caso de Benício, homem morre ao receber superdosagem de adrenalina (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Um homem morreu após receber uma suposta superdosagem de adrenalina na última quinta-feira (26), no município de São Sebastião do Uatumã, no Amazonas, no mesmo estado onde ocorreu a morte do menino Benício Xavier de Freitas, vítima de um caso semelhante.

Segundo informações do portal CM7 Brasil, Claudenir Garcia dos Santos, de 40 anos, morreu nas dependências do Hospital Rosa Fabiano Falabella após dar entrada na unidade no dia 24 de março, com queixa de dor na coxa esquerda, causada por uma pancada durante um jogo de futebol.

Inicialmente, ele foi atendido e liberado. No entanto, como a dor persistiu, retornou ao hospital ainda no mesmo dia.

De acordo com a ficha de evolução de enfermagem, durante o período de observação, o paciente recebeu medicações como Tramadol, Dipirona, Diazepam e Morfina para controle da dor. O quadro se agravou na madrugada do dia 25, quando, às 00h40, foram administradas “3 ampolas de adrenalina bolus EV” (via intravenosa direta).

Em depoimento, a irmã da vítima relatou que foi informada sobre a gravidade do estado de saúde. Ao chegar ao hospital, ela conversou com o médico plantonista, Carlos Araújo. Segundo a denúncia, o profissional afirmou que, diante da persistência da dor, determinou a aplicação de adrenalina por volta da 01h00.

O relato policial aponta que Claudenir sofreu uma parada cardíaca cerca de dez minutos depois, às 01h10, e morreu às 01h20.

O caso foi registrado no 44º Distrito Integrado de Polícia, e o médico plantonista foi listado como autor no boletim de ocorrência.

Caso Benício

A morte de Claudenir ocorreu meses após o caso de Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, que morreu em novembro de 2025 após atendimento em um hospital particular de Manaus.

O menino deu entrada com tosse seca e suspeita de laringite, condição em que a adrenalina pode ser indicada, porém apenas por via inalatória (nebulização). No entanto, houve erro na prescrição, e a medicação foi aplicada diretamente na veia.

Benício sofreu uma grave sobrecarga cardíaca, com seis paradas consecutivas, antes de morrer na UTI. O caso segue sob investigação e envolve as profissionais Juliana Brasil e Raiza Bentes.

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