O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pediu aos Estados Unidos que “reduzam as tensões” e evitem um conflito militar, após os EUA enviarem caças para o Caribe. A declaração de Maduro surge em meio a um aumento da ofensiva militar americana contra seu governo, que acusa a Venezuela de ligação com o narcotráfico.

Após envio de caças, Maduro mostra 'bandeira branca' aos EUA para prevenir confronto militar
Após envio de caças, Maduro mostra 'bandeira branca' aos EUA para prevenir confronto militar

Horas depois de o governo dos Estados Unidos, comandado por Donald Trump, anunciar o envio de dez caças de guerra F-35 para o Caribe, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu em discurso na noite desta sexta-feira (5), em encontro noturno com membros da milícia, que os norte-americanos reduzam as tensões para que o pior não aconteça: um conflito militar.

“O governo dos Estados Unidos deve abandonar seu plano de mudança violenta de regime na Venezuela e em toda a América Latina e o Caribe e respeitar a soberania, o direito à paz, à independência. Eu respeito o Trump. Nenhuma das diferenças que tivemos e continuamos a ter poderia levar a um conflito militar de grande impacto ou à violência na América do Sul. Não há justificativa para isso”, disse Maduro.

Cenário de Tensões

A ofensiva militar se intensifica em meio à política externa mais dura dos EUA contra o governo de Nicolás Maduro. Washington acusa o presidente venezuelano de ter ligações com o cartel de Los Soles, considerado o centro do narcotráfico na região. No entanto, o governo americano não apresentou provas concretas que sustentem a participação direta de Maduro.

Enquanto isso, uma frota de navios de guerra dos EUA se aproxima da costa venezuelana. Em resposta, a Venezuela mobilizou 30 mil soldados para a fronteira com a Colômbia e acionou a ONU, pedindo que os EUA respeitem a soberania do país. Até pesqueiros, que trabalham na costa venezuelana estão em alerta.

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