Uma conversa no Big Brother Brasil 26 colocou em evidência um problema comum na vida financeira dos brasileiros. A participante Chaiany Andrade revelou que ainda não entende totalmente os impactos de pagar apenas o valor mínimo da fatura do cartão de crédito, prática que pode transformar uma dívida pequena em um valor muito maior.
Uma conversa no Big Brother Brasil 26 colocou em evidência um problema comum na vida financeira dos brasileiros. A participante Chaiany Andrade revelou que ainda não entende totalmente os impactos de pagar apenas o valor mínimo da fatura do cartão de crédito, prática que pode transformar uma dívida pequena em um valor muito maior.
Entenda sobre a fala de Chaiany
Durante o bate-papo na casa, Chaiany comentou o assunto com a atriz Solange Couto. Na conversa, Solange contou que já passou anos pagando somente o mínimo da fatura antes de perceber o tamanho do problema financeiro.
Quando o cliente paga apenas uma parte da fatura do cartão, o restante do valor entra automaticamente no chamado crédito rotativo. Isso significa que a quantia não paga é transferida para o mês seguinte com a cobrança de juros, taxas e encargos.
O crédito rotativo é conhecido por ter alguns dos juros mais altos do mercado financeiro. Assim, o valor que ficou pendente volta na próxima fatura com acréscimos, o que pode fazer a dívida crescer rapidamente.
Esse mecanismo é chamado popularmente de “juros sobre juros”, já que os encargos passam a incidir também sobre valores que já foram corrigidos anteriormente. Caso a situação se repita por vários meses, o débito pode virar uma verdadeira bola de neve.
Limite para os juros
Dados do Banco Central do Brasil mostram que a taxa média mensal do crédito rotativo pode chegar a cerca de 15%, dependendo da instituição financeira.
Desde 2024, no entanto, uma regra passou a limitar esse crescimento. Agora, o total cobrado no rotativo não pode ultrapassar 100% do valor original da dívida. Na prática, isso significa que uma dívida de R$ 5 mil, por exemplo, não pode ultrapassar R$ 10 mil mesmo com os juros acumulados.
Especialistas em educação financeira recomendam que, sempre que possível, o consumidor pague o valor total da fatura, evitando a incidência de juros e o risco de endividamento.
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