Andressa Urach deu início a uma ofensiva jurídica para identificar e processar autores de ofensas e notícias falsas publicadas contra ela nas redes sociais. O advogado da modelo afirma que a legislação brasileira ampara a conduta de adultos conscientes e que o foco das ações será combater o excesso e a desinformação. Caso vença os processos, a modelo pretende destinar os recursos para instituições que combatem a violência feminina e infantil.
A modelo e criadora de conteúdo adulto Andressa Urach, decidiu tomar medidas legais contra internautas que utilizaram as redes sociais para proferirem ofensas e informações falsas a seu respeito nos últimos dias.
A decisão ocorre após a repercussão de uma gravação de conteúdo adulto envolvendo seu filho, Arthur Urach. Para conduzir a ofensiva jurídica, a modelo contratou o advogado Rodolfo Warmeling, especialista com atuação em Santa Catarina, que terá como missão mapear os comentários mais graves e identificar os responsáveis pelos perfis que ultrapassaram os limites da liberdade de expressão.
A defesa da modelo
A equipe jurídica de Andressa enfatiza que a legislação brasileira não prevê o crime de incesto em casos que envolvem dois adultos plenamente conscientes e em pleno gozo de suas faculdades mentais.
O advogado Rodolfo Warmeling esclarece que o trabalho inicial consiste em separar opiniões pessoais de imputações criminosas infundadas. Segundo a defesa, muitas das críticas nas redes sociais foram acompanhadas de notícias falsas, incluindo a afirmação de que o filho da modelo teria participado de produções semelhantes quando ainda era menor de idade, o que é categoricamente negado pela defesa.
Em seu posicionamento sobre as intenções por trás dos processos, a defesa informou que Andressa Urach não pretende lucrar com as ações judiciais. Caso a Justiça determine o pagamento de indenizações por danos morais, os valores serão integralmente revertidos para projetos sociais voltados ao combate à violência contra a mulher e à exploração sexual infantil.
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Warmeling reforça que o linchamento virtual não pode ser confundido com o direito de opinião e que os excessos cometidos na esfera digital serão levados ao Poder Judiciário para a devida responsabilização.
Mapeamento das redes
O processo de mapeamento já foi iniciado e foca especialmente em comentários que atribuem crimes a modelo ou que utilizam linguagem abusiva para ferir sua honra. A defesa ressalta que a internet não é um território isento de leis e que a desinformação deliberada será o alvo principal das petições.
O caso segue agora para a fase de identificação civil dos administradores das contas responsáveis pelos ataques, visando garantir que as notificações judiciais cheguem aos endereços corretos dos envolvidos.
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