As regras para aposentadoria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mudaram em 2026 e afetam trabalhadores que começaram a contribuir antes da Reforma da Previdência, em novembro de 2019. As alterações fazem parte das regras de transição e envolvem aumento da idade mínima e da pontuação exigida para o benefício.

Mudanças automáticas da Reforma da Previdência elevam idade mínima e pontuação exigida em 2026; especialista orienta como evitar erros ao pedir o benefício. Foto: Freepik.
Mudanças automáticas da Reforma da Previdência elevam idade mínima e pontuação exigida em 2026; especialista orienta como evitar erros ao pedir o benefício. Foto: Freepik.

As regras para aposentadoria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mudaram em 2026 e afetam trabalhadores que começaram a contribuir antes da Reforma da Previdência, em novembro de 2019. As alterações fazem parte das regras de transição e envolvem aumento da idade mínima e da pontuação exigida para o benefício.

Em vigor há sete anos, as regras de transição ainda geram dúvidas entre segurados. “Está mudando muita coisa, então fica difícil entender”, afirma o caseiro Edgar Franklin de Almeida. Já o supervisor de obras Aliomar Coimbra diz que a incerteza é comum entre os trabalhadores: “A gente fica sem saber o que fazer”.

Uma das principais mudanças deste ano é o aumento da idade mínima. Em 2026, mulheres precisam ter 59 anos e seis meses, enquanto homens devem alcançar 64 anos e seis meses para solicitar a aposentadoria nessa regra. O tempo mínimo de contribuição permanece o mesmo: 30 anos para mulheres e 35 anos para homens.

Outra alteração ocorre na chamada regra dos pontos, que soma idade e tempo de contribuição. Essa pontuação aumenta um ponto por ano. Em 2026, o mínimo exigido passou a ser 93 pontos para mulheres e 103 pontos para homens, mantendo-se o tempo mínimo de contribuição.

O que dizem os especialistas

Segundo a advogada e especialista em direito previdenciário Lilian Salgado, é fundamental analisar cada caso antes de tomar a decisão. “Nem sempre se aposentar assim que a pessoa tem direito é a melhor opção. Às vezes, esperar mais um ou dois anos pode garantir um benefício maior ao longo da vida”, explica.

A regra do pedágio, aplicada a quem estava a até dois anos de se aposentar em novembro de 2019, não sofreu alterações neste ano.

Já para quem começou a contribuir após a reforma, valem as regras gerais. Nesse caso, mulheres precisam ter 62 anos de idade e pelo menos 15 anos de contribuição. Para os homens, a exigência é de 65 anos de idade e 20 anos de contribuição.

Para ajudar no planejamento, o INSS disponibiliza um simulador de aposentadoria no aplicativo Meu INSS, acessível pelo celular. O segurado deve entrar com CPF e senha e selecionar a opção “simular aposentadoria”. O resultado aparece na hora, mas serve apenas como referência, sem garantia de concessão do benefício.

“O simulador ajuda o trabalhador a verificar se os vínculos estão corretos e a planejar o futuro da aposentadoria”, afirma Gilberto Waller, presidente do INSS.

Leia Mais:

Vídeos curtos

Mais lidas