O assassinato do ator Rafael Miguel e de seus pais, João Alcisio Miguel e Miriam Selma Silva Miguel, completa sete anos e segue sendo um dos crimes de maior repercussão da história recente do país.
O assassinato do ator Rafael Miguel e de seus pais, João Alcisio Miguel e Miriam Selma Silva Miguel, completa sete anos e segue sendo um dos crimes de maior repercussão da história recente do país.

Paulo Cupertino. (Reprodução / Divulgação)
Após a tragédia que chocou o Brasil, o principal acusado pelo triplo homicídio, Paulo Cupertino foi levado a julgamento pela Justiça de São Paulo e condenado a 98 anos de prisão. O caso ganhou notoriedade não apenas pela brutalidade do crime, mas também pela longa fuga do suspeito e pela comoção causada pela morte de um jovem ator que construía carreira na televisão.
Quem era Rafael Miguel
Rafael Miguel ficou conhecido nacionalmente ainda criança ao participar de campanhas publicitárias e produções de televisão. No SBT, Rafael ganhou destaque ao interpretar o personagem Paçoca na novela “Chiquititas”. Na Globo, ele participou de produções como “Pé na Jaca”, “Cama de Gato” e do especial de fim de ano “O Natal do Menino Imperador”. Além da carreira artística, Rafael vivia um relacionamento com Isabela Tibcherani, filha de Paulo Cupertino.
Crime aconteceu na frente da casa da namorada
De acordo com as informações, na tarde do dia 9 de junho de 2019, Rafael Miguel, então com 22 anos, foi até a residência da namorada acompanhado dos pais. Segundo a investigação, Paulo conversaria com a família da jovem sobre o relacionamento dos dois. De acordo com o Ministério Público, Paulo Cupertino não aceitava o namoro da filha com o ator.
Quando a família chegou ao local, no bairro Pedreira, Zona Sul de São Paulo, os três foram surpreendidos por disparos de arma de fogo. Rafael, João Alcisio e Miriam morreram ainda na rua, próximos ao veículo da família.
Acusação aponta crime motivado por ciúmes
O Ministério Público sustenta que Paulo Cupertino foi o autor dos disparos. A promotoria afirma que o crime foi motivado pela inconformidade do empresário com o relacionamento da filha e classifica o caso como triplo homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e mediante recurso que impossibilitou a defesa das vítimas. Tanto Isabela quanto a mãe dela afirmaram à polícia que Cupertino foi o responsável pelos disparos.

Isabela Tibcherani e Rafael Miguel. (Reprodução)
Fuga durou quase três anos
Logo após o crime, Paulo Cupertino desapareceu e fugiu, permanecendo um longo período como foragido. Durante o período de fuga, a polícia apontou que ele utilizou identidades falsas e contou com ajuda para se esconder em diferentes regiões do Brasil e até fora do país.
De acordo com as investigações, ele passou por estados brasileiros e também pelo Paraguai. Apesar disso, a prisão aconteceu apenas em maio de 2022, quase três anos após os assassinatos. As equipes localizaram Cupertino em um hotel na capital paulista utilizando documentos falsos e outro nome.
Outros réus responderam por ajudar na fuga
Além de Paulo Cupertino, outros dois homens foram denunciados pelo Ministério Público por supostamente auxiliarem o acusado durante o período em que permaneceu foragido. Segundo a acusação, eles teriam colaborado para esconder e facilitar a fuga do empresário após os homicídios. Os dois responderam ao processo em liberdade.
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Defesa negou autoria dos disparos
Apesar das acusações, a defesa de Paulo Cupertino sempre negou que ele tenha cometido os assassinatos. Os advogados sustentam que outra pessoa seria responsável pelos tiros que mataram Rafael Miguel e seus pais. O caso se transformou em um dos julgamentos mais acompanhados do país, tanto pela repercussão do crime quanto pela trajetória de fuga do principal acusado. No entanto, mesmo sete anos depois, o assassinato de Rafael Miguel continua sendo lembrado como uma das tragédias mais emblemáticas recentes.
Relembre o caso
Conforme as informações da polícia, Paulo Cupertino assassinou Rafael Miguel em 9 de junho de 2019, em São Paulo. O ator, conhecido por trabalhos em novelas como Chiquititas, do SBT, e produções da Globo, namorava Isabela Tibcherani na época do crime.
De acordo com a polícia, Cupertino foi o autor dos disparos que mataram Rafael e os pais dele, João Alcisio Miguel e Miriam Selma Silva Miguel. Após anos de investigação e julgamento, a Justiça condenou Paulo a 98 anos de prisão em regime fechado.
Filha do acusado abriu o coração em podcast
A cantora que mantinha relacionamento com Rafael à época do crime, Isabela, chegou a dar uma entrevista ao Vênus Podcast em março de 2023, na qual revelou como lida com comentários e questionamentos sobre o caso.
“Eu comecei a entender que se eu ficar fugindo disso, não vai passar. Não é como se eu conseguisse excluir esse capítulo da minha vida, ele faz parte. Foi e vai ser sempre muito doloroso, mas é aquela coisa, a dor não passa, a gente se acostuma. Quando eu entendi que eu não sou definida por isso, ficou muito mais tranquilo”, declarou Isabela Tibcherani.
Conforme o relato na gravação, Isabela percebeu que a mãe não era mais feliz ao lado do pai e percebeu comportamentos estranhos de Paulo Cupertino.
“Minha mãe vinha sendo podada por meu pai. A gente acompanhou a regressão da minha mãe. Ela era sempre muito independente, linda, empoderada, e isso foi acabando com o tempo. Acho que uma das maiores dores foi ver a minha mãe sendo podada com o tempo”, lamentou Tibcherani.
Cantora criticou exposição nas redes
Recentemente, em maio de 2026, Isabela usou as redes sociais para denunciar ataques virtuais que afirma sofrer há anos. Na publicação, ela relata que teve informações pessoais divulgadas sem autorização e informou que decidiu recorrer à polícia para responsabilizar os envolvidos.
De acordo com o relato de Isabela, o episódio ocorreu após internautas interpretarem suas falas de forma equivocada, o que gerou uma onda de críticas e ofensas nas redes, com exposição de informações pessoais e comentários ofensivos na internet. Isabela destacou que o responsável pelo crime, o próprio pai, já está cumprindo pena pelo crime.
“Eu participei de um podcast onde falei um pouco sobre a minha história e sobre a minha antiga relação. Falei de uma forma errônea e tenho maturidade para reconhecer isso hoje”, declarou.
Logo depois dos ataques, a artista afirmou que está registrando boletins de ocorrência contra acusadores e pretende levar adiante as medidas legais contra os responsáveis pelas publicações.
“Decidi não deixar passar batido essas pessoas que acham que estão protegidas atrás de celulares e que podem falar o que quiser de mim. Já passei pelo suficiente para não ter que aguentar esse tipo de situação”, declarou. “Eu não vou mais permitir que eu seja tratada dessa forma, como se eu fosse uma pessoa que fez algo tão tenebroso, sendo que a pessoa realmente culpada por tudo já foi condenada a 98 anos de prisão”, finalizou.
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