Ricardo Jardim, de 65 anos, voltou a entrar no radar da Justiça do Rio Grande do Sul nesta sexta-feira (5), acusado de um crime que chocou Porto Alegre: o assassinato e esquartejamento da própria namorada. Por trás de sua imagem de profissional bem-sucedido, um histórico de frieza e violência extrema veio à tona.
Ricardo Jardim, de 65 anos, voltou a entrar no radar da Justiça do Rio Grande do Sul nesta sexta-feira (5), acusado de um crime que chocou Porto Alegre: o assassinato e esquartejamento da própria namorada. Por trás de sua imagem de profissional bem-sucedido, um histórico de frieza e violência extrema veio à tona.
Formado e pós-graduado em publicidade, Ricardo recebeu reconhecimento público ao longo da carreira, com homenagens por seu trabalho. No entanto, sua vida pessoal revela um lado sombrio e meticulosamente planejado.

(Foto: Reprodução Câmera de Segurança)
Segundo a investigação da Polícia Civil, ele teria assassinado a namorada em 9 de agosto. Os primeiros restos mortais foram encontrados quatro dias depois, dentro de sacolas de lixo em uma rua deserta do bairro Santo Antônio, na zona leste da cidade. Uma semana após o crime, o suspeito colocou o tronco da vítima em uma mala e deixou o objeto no guarda-volumes da rodoviária de Porto Alegre, aparentemente com o objetivo de chocar a sociedade e confundir as investigações.
O delegado Mário Souza, do Departamento de Homicídios, descreve Ricardo como “educado, inteligente e frio”. Apesar de ter tomado medidas para não ser identificado, incluindo máscara, luvas, óculos e boné, ele se expôs em áreas monitoradas por câmeras, dando sinais de que queria ser notado, o que, segundo as autoridades, revelam indícios de psicopatia.
Esse não é o primeiro crime grave envolvendo Ricardo Jardim. Em 2018, ele foi condenado a 28 anos de prisão pelo assassinato da própria mãe, cometido três anos antes. A vítima, então com 76 anos, foi morta com 13 facadas e teve o corpo concretado em um móvel feito sob medida. Apesar da repercussão nacional do caso, ele conseguiu progredir para o regime semiaberto em 2024, antes de ser preso novamente agora.
