O publicitário Ricardo Jardim, de 65 anos, preso preventivamente nesta sexta-feira (5), confessou à Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) ter matado e esquartejado a namorada. Aos investigadores, ele revelou que se inspirou em um crime famoso de quase um século atrás para cometer o assassinato: o “Crime da Mala”, que ocorreu em São Paulo em 1928.
O publicitário Ricardo Jardim, de 65 anos, preso preventivamente nesta sexta-feira (5), confessou à Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) ter matado e esquartejado a namorada. Aos investigadores, ele revelou que se inspirou em um crime famoso de quase um século atrás para cometer o assassinato: o “Crime da Mala”, que ocorreu em São Paulo em 1928.
Crime em Porto Alegre
De acordo com o delegado Mario Souza, diretor do Departamento de Homicídios, a namorada de Ricardo foi morta no dia 9 de agosto. Quatro dias depois, os primeiros restos mortais da vítima — os membros do corpo — foram encontrados em sacolas de lixo em uma rua do bairro Santo Antônio, em Porto Alegre.
Sete dias depois do crime, o publicitário colocou o tronco da vítima dentro de uma mala e a deixou em um guarda-volumes na rodoviária da capital gaúcha. O corpo foi descoberto no dia 1º de setembro, quando funcionários do terminal notaram um forte odor.

Relembre
Em sua confissão, Ricardo Jardim afirmou que o modus operandi foi baseado no crime de 1928, que teve como protagonista o italiano Giuseppe Pistone. Na época, após uma briga, ele sufocou a esposa, Maria Féa, com um travesseiro. Para esconder o corpo, Pistone o esquartejou, amputou os joelhos com uma navalha e o colocou em uma mala. Usando nomes e endereços falsos, ele enviou a mala em um navio com destino à França. No entanto, o cadáver foi descoberto quando a mala caiu e se abriu, revelando o forte odor do corpo.
