Um homem morreu após atacar um templo judaico e trocar tiros com seguranças e policiais em West Bloomfield, no estado de Michigan, nos Estados Unidos. O suspeito invadiu a sinagoga Temple Israel após colidir o carro contra o prédio. Um segurança ficou ferido e foi levado ao hospital.
Um templo judaico foi alvo de um ataque armado nesta quinta-feira (12) em West Bloomfield, no estado de Michigan, nos Estados Unidos. Segundo as autoridades, o suspeito usou o próprio veículo para bater contra a parede da sinagoga Temple Israel. Em seguida, ele entrou no prédio armado e efetuou disparos.
Seguranças do local reagiram e houve troca de tiros. A polícia confirmou que o atirador morreu durante o confronto. Um dos chefes de segurança da instituição ficou ferido após ser atropelado durante a ação. Ele foi socorrido e levado ao hospital, mas, segundo informações preliminares, deve se recuperar.
Grande mobilização policial
O ataque provocou uma grande mobilização das forças de segurança. Equipes do FBI e do Bureau of Alcohol, Tobacco, Firearms and Explosives (ATF) foram acionadas e atuam no local. A sinagoga também abriga uma escola e um centro comunitário judaico, o que aumentou a preocupação das autoridades com a segurança de crianças e funcionários.
Como medida preventiva, escolas e instituições religiosas próximas adotaram protocolos de segurança e orientaram moradores e estudantes a permanecer dentro dos prédios enquanto a polícia atuava na região.
Segurança reforçada
O xerife do condado de Oakland, Michael Bouchard, informou que a segurança será reforçada em instituições judaicas de West Bloomfield até que as circunstâncias do ataque sejam totalmente esclarecidas.
Segundo ele, as autoridades já vinham avaliando há cerca de duas semanas o risco de possíveis atos de violência, o que contribuiu para que o templo estivesse preparado para reagir à ameaça. A Polícia Estadual de Michigan também anunciou que ampliará o patrulhamento em outros locais de culto.
Repercussão
A governadora de Michigan, Gretchen Whitmer, lamentou o episódio e classificou o ataque como devastador para a comunidade judaica. Segundo ela, o antissemitismo e a violência não têm espaço no estado e a comunidade deve poder praticar sua fé em segurança. A Secure Community Network informou que está trabalhando em conjunto com forças policiais e lideranças locais para acompanhar a situação.