A Polícia Civil identificou o homem apontado como autor dos disparos contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça durante uma emboscada em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. A informação foi confirmada pelo secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves.
A Polícia Civil identificou o homem apontado como autor dos disparos contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça durante uma emboscada em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. A informação foi confirmada pelo secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves.

Tenente Ronickson Pimentel (Foto: Reprodução / Redes Sociais)
O atentado aconteceu no sábado (27), quando o policial militar foi atacado enquanto parava em um semáforo na Avenida Goiás. O caso é investigado como tentativa de homicídio, e Ronickson permanece internado em estado grave no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.
Investigação aponta ação planejada e apoio de vários veículos
As investigações indicam que o crime foi cuidadosamente planejado e contou com uma estrutura de apoio para garantir a fuga dos envolvidos. Segundo a polícia, além da motocicleta utilizada pelo atirador, pelo menos quatro veículos participaram da ação criminosa.
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Um Renault Logan branco teria transportado o autor dos disparos, enquanto um Astra e um Palio davam cobertura ao ataque. Inicialmente, as investigações apontavam apenas a participação da motocicleta e do Logan.
O rastreamento da quadrilha foi possível por meio das câmeras inteligentes integradas aos sistemas Smart Sanca, de São Caetano do Sul, e Smart Sampa, da capital paulista, que permitiram acompanhar o deslocamento dos suspeitos.
Além disso, a perícia aguarda o resultado de exames de DNA realizados em um capacete e em uma luva abandonados por um dos criminosos durante a fuga.
Tenente foi monitorado antes do atentado
A reconstituição feita pela polícia aponta que o tenente foi seguido desde o momento em que chegou a uma academia para treinar. De acordo com a investigação, um dos criminosos permaneceu nas proximidades do local observando os movimentos do policial. Assim que Ronickson entrou na academia, um comparsa teria comunicado o restante do grupo para dar início ao plano.
Após deixar o estabelecimento, o oficial foi acompanhado por cerca de 500 metros até ser atingido pelos disparos. A motocicleta utilizada na ação havia sido roubada na Zona Sul de São Paulo em 1º de maio e circulava com placa falsa. O veículo foi encontrado posteriormente na entrada da comunidade de Heliópolis, a quase seis quilômetros do local do atentado.
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Prisões e buscas continuam
No domingo (28), a Justiça decretou a prisão temporária de dois homens, de 40 e 52 anos, suspeitos de fornecer apoio logístico aos executores do atentado. Eles foram localizados em Guaianases, na Zona Leste da capital.
Segundo a Polícia Civil, os investigados ocupavam os carros que davam suporte aos atiradores e também teriam monitorado os deslocamentos do tenente antes da emboscada.
Um terceiro homem chegou a ser detido, mas acabou liberado por falta de provas. As investigações continuam para localizar os demais integrantes da organização criminosa.
Estado de saúde segue grave
Ronickson Pimentel permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas. A equipe médica avalia diariamente a possibilidade de reduzir o nível de sedação do policial, que passou por uma cirurgia neurológica de emergência após ser atingido na cabeça. Em nota divulgada nesta terça-feira (30), a Rota informou que o tenente segue com quadro clínico estável, embora ainda grave.
“A equipe médica segue acompanhando o caso de forma contínua, com reavaliação diária das condutas em conjunto com a Neurocirurgia”, informou a corporação.
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