Mulher foi presa no Paraná suspeita de matar o marido após uma briga por sinal de Wi-Fi. A polícia descobriu que a cena do crime foi forjada para parecer um acidente, e postagens de “luto” feitas pela suspeita logo após o crime chamaram a atenção. O filho de 13 anos do casal foi a testemunha chave para a prisão.

Atitude de mulher suspeita de matar marido por causa de Wi-Fi chama atenção (Foto: Redes Sociais)
Atitude de mulher suspeita de matar marido por causa de Wi-Fi chama atenção (Foto: Redes Sociais)

Jaqueline Francisca dos Santos Schumann, de 32 anos, mulher suspeita de matar o próprio marido na zona rural de Cafelândia (PR), no último dia 12, tomou uma atitude que levantou suspeitas da polícia um dia após o crime.

Isso porque, no dia seguinte à morte do marido — que até então era tratada pela Polícia Civil do Paraná como disparo acidental enquanto ele fazia manutenção na arma —, Jaqueline fez diversas postagens nas redes sociais e até atualizou sua foto de perfil com a palavra “Luto” em homenagem ao companheiro.

Dentre as postagens, há também vídeos feitos com montagens de fotos do casal. Uma delas, com som de fundo, utiliza a música “Senti Saudade de Você”, de Henrique e Juliano. Dias depois, ela acabou presa após o depoimento do próprio filho de 13 anos, única pessoa que presenciou o crime.

Acompanhe o portal BacciNotícias no Canal do WhatsApp

Entenda o caso

Segundo as investigações conduzidas pelo delegado Lucas Santana de Freitas, da Polícia Civil do Paraná, a suspeita teria disparado contra o companheiro após ele se recusar a realizar o reparo no aparelho de internet. O episódio, registrado inicialmente no dia 12 de março, apresentou contornos de execução após a análise técnica da cena do crime.

Relatos policiais indicam que, após o primeiro disparo de espingarda, a mulher teria tentado acionar a arma uma segunda vez, porém o mecanismo falhou. Jaqueline encontra-se presa na cadeia pública de Palotina e deve responder por homicídio qualificado por motivo fútil, uma vez que a motivação apresentada é considerada desproporcional à gravidade do ato praticado.

Logo após a morte de Valdir, a investigada afirmou às autoridades que o disparo havia sido acidental, ocorrido supostamente enquanto a vítima realizava a manutenção da arma. No entanto, o laudo da Polícia Científica desmentiu a versão de autolesão. Os peritos identificaram que não havia resíduos de pólvora ou sinais de tiro à curta distância, o que descarta a hipótese de um acidente doméstico. Além disso, a trajetória do projétil reforçou a suspeita: Valdir era destro, mas foi atingido no braço esquerdo, posição que torna a autoeclamação do disparo improvável.

A investigação apontou que a cena do crime foi alterada antes da chegada das autoridades, com a mudança estratégica da posição da espingarda para simular um cenário de fatalidade. Familiares da vítima relataram um histórico de agressividade da mulher na residência, com constantes brigas entre o casal.

O filho do casal, um adolescente de 13 anos, é a única testemunha do crime. O jovem confirmou a familiares que a mãe atirou no pai. Para preservar a integridade do adolescente, a Polícia Civil optou por realizar as diligências de busca e apreensão no momento em que ele estava na escola, evitando nova exposição ao trauma.

O que diz a defesa da mulher suspeita

Em contrapartida, a defesa de Jaqueline Francisca dos Santos Schumann sustenta que a prisão é prematura. Por meio de nota oficial, os advogados afirmaram que possuem elementos de prova que contradizem as conclusões da Polícia Civil e ressaltaram que a cliente colaborou com as etapas iniciais da investigação, possui residência fixa e é ré primária.

O processo segue agora para a fase de instrução judicial, onde os laudos periciais e os depoimentos serão confrontados para que novos desdobramentos aconteçam. Jaqueline Schumann permanecerá presa à disposição da Justiça.

Leia mais no BacciNotícias:

Vídeos curtos

Mais lidas