O ator pornô “Binho Ted” é investigado pelo MP de Alagoas após gravar sexo explícito em um jet ski no mar de Maragogi, área de preservação ambiental. O caso pode envolver crime ambiental e descumprimento de normas que proíbem o uso comercial de motos aquáticas na APA Costa dos Corais. O vídeo viralizou e motivou abertura de procedimento.
O ator pornô Fábio Pereira da Silva, conhecido como “Binho Ted”, passou a ser investigado pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) após a gravação de uma cena de sexo explícito realizada sobre um jet ski no mar de Maragogi, no Litoral Norte do estado. O vídeo, registrado em 29 de outubro, viralizou nas redes sociais e motivou a abertura de um procedimento administrativo para apurar possíveis ilegalidades.
As imagens mostram o ator e uma mulher mantendo relações sexuais em plena luz do dia, utilizando uma moto aquática em uma área considerada de preservação ambiental. A prática chamou a atenção não apenas pelo conteúdo explícito, mas também pelo suposto descumprimento de normas que regulam o uso de jet skis na região.
Quem é o investigado
Binho Ted é sócio-administrador da HardBrazil Produções, empresa de São Paulo especializada em conteúdo adulto. Produtor e intérprete, ele é conhecido por filmes destinados a plataformas de assinatura e possui grande alcance nas redes.

Além da apuração sobre possível atentado ao pudor, o Ministério Público avalia eventuais infrações ambientais. Maragogi integra a Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais (APA Costa dos Corais), a maior unidade de conservação marinha do Brasil, que se estende entre Alagoas e Pernambuco e protege ecossistemas sensíveis.
De acordo com o Plano de Manejo da APA e o Decreto Municipal nº 057/2021, o uso de motos aquáticas — incluindo jet skis — é proibido para fins comerciais e tem acesso restrito a áreas como Barretinha, Ponta de Mangue, Galés, Taócas, Barra Grande, Crôas de São Bento e Caminho de Moisés.
O vídeo mostra a utilização do jet ski justamente em área de preservação, o que pode configurar infração ambiental e violação das regras municipais e federais. O caso segue sob análise do MPAL, que busca esclarecer responsabilidades e possíveis penalidades.
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