“O dia de enterrar a PEC da Bandidagem”, disse o líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ).
Manifestantes contrários à chamada “PEC da Blindagem” e ao projeto de anistia a condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro ocuparam as ruas de ao menos 22 capitais brasileiras neste domingo (21). Em Brasília, a mobilização foi marcada pela participação de parlamentares da base governista e militantes de centro-esquerda, com discursos enfáticos contra a proposta aprovada pela Câmara dos Deputados que visa dificultar a abertura de processos criminais contra congressistas.
“O dia de enterrar a PEC da Bandidagem”, disse o líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), durante a manifestação na Esplanada. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele declarou que “é sem anistia, sem revisão de penas para Bolsonaro”. O parlamentar ainda classificou o protesto como “a maior manifestação que acontece há muito tempo” na capital federal.
Críticas ao Congresso
Também presente no ato, o ex-ministro José Dirceu (PT) direcionou críticas ao Congresso e defendeu reformas institucionais.
“Nós precisamos tomar consciência que, para mudar esse país, precisa mudar o Congresso Nacional”, afirmou.
Segundo ele, projetos considerados prioritários pelo governo federal estariam sendo obstruídos por parte dos parlamentares. Entre eles, citou a isenção do Imposto de Renda, o vale-gás e a isenção da conta de luz. “Param o país para votar uma PEC da impunidade”, criticou.
A deputada Erika Kokay (PT-DF) celebrou a adesão ao ato em uma publicação nas redes sociais. “Contra a anistia e a PEC da bandidagem, o povo se levanta. Cada passo é memória, cada grito é amor à democracia”, escreveu.
Participação plural
Além dos quadros petistas, o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSD-DF), ex-governador do Distrito Federal, também marcou presença. Para ele, o dia representou um “despertar da democracia”. “A população finalmente acordou, ocupou as ruas e está dizendo que não dá mais”, afirmou.
As manifestações criticaram tanto a PEC da Blindagem quanto o Projeto de Lei da Anistia, em tramitação no Congresso, que prevê o perdão judicial a envolvidos na tentativa de golpe em 2023 — incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os atos, articulados por movimentos civis e parlamentares da oposição ao ex-mandatário, ganharam adesão nacional e ampliaram a pressão pública sobre o Legislativo.
