O caso de “Japinha do CV”, também conhecida como Penélope, ganhou um novo e controverso capítulo após a megaoperação policial, a mais letal da história recente do Rio de Janeiro. Embora a Polícia Civil tenha confirmado a morte da jovem em confronto, apontada como linha de frente do Comando Vermelho (CV), o mistério sobre seu paradeiro gerou teorias nas redes sociais.

Maria Eduarda, conhecida como 'Penélope do CV'.
Maria Eduarda, conhecida como 'Penélope do CV'.

O caso de “Japinha do CV”, também conhecida como Penélope, ganhou um novo e controverso capítulo após a megaoperação policial, a mais letal da história recente do Rio de Janeiro. Embora a Polícia Civil tenha confirmado a morte da jovem em confronto, apontada como linha de frente do Comando Vermelho (CV), o mistério sobre seu paradeiro gerou teorias nas redes sociais.

​A polêmica surgiu com a circulação de uma imagem perturbadora que supostamente mostrava o rosto esfacelado de Penélope. No entanto, áudios e informações de bastidores de policiais divulgados pela coluna Na Mira envolvidos na ação indicaram que o cadáver, encontrado vestindo roupa camuflada e colete tático, seria de um homem não identificado.

Apesar das reportagens iniciais confirmando a morte, a ausência de Penélope na lista oficial de suspeitos mortos ou presos, composta exclusivamente por homens, alimentou a teoria de que ela poderia ter escapado ou que a informação de sua morte seria falsa.

Polícia Civil confirmou a morte da jovem em confronto

Apesar da controvérsia e das alegações de que o corpo seria de um homem, a Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou que Penélope foi morta durante a operação.

Segundo as autoridades, ​Penélope era uma combatente de confiança do CV e atuava na linha de frente dos confrontos. ​Ela foi encontrada morta com um tiro no rosto após resistir à abordagem e atirar contra os agentes. ​No momento, ela vestia roupa camuflada e colete tático, indicando sua participação direta nos combates.​ O corpo foi localizado próximo a um dos acessos principais da comunidade.

​Fontes apontam que Penélope era responsável por proteger rotas de fuga e pontos estratégicos de venda de drogas. Sua foto, ostentando um fuzil e roupa de guerra, circulou intensamente antes e durante a operação.


​Apelo da família e fakes lucrativos

​A morte de Penélope desencadeou uma onda de desinformação nas redes. Além da polêmica sobre a identidade do corpo, perfis falsos utilizando suas imagens foram criados para pedir contribuições via Pix e promover casas de apostas.

​Em meio ao caos online, a irmã da jovem chegou a usar as redes sociais para pedir que parassem de compartilhar as fotos do suposto cadáver, em respeito à dor da família.

Balanço da Megaoperação

​A ação policial, que gerou o debate em torno de Penélope, tinha como objetivo conter o avanço territorial do Comando Vermelho e desarticular o grupo. O balanço final da operação é de mais de 120 mortos, incluindo quatro policiais. A Polícia Civil destacou que:

Dos mortos identificados, a maioria possuía mandados de prisão pendentes e histórico criminal relevante.

​Cerca de 54% dos mortos eram de fora do estado, ressaltando a presença de chefes de organizações criminosas de outras regiões no Rio de Janeiro. ​As investigações sobre as circunstâncias das mortes seguem em andamento na Delegacia de Homicídios da Capital, com acompanhamento do Ministério Público.

Leia mais:

Vídeos curtos

Mais lidas