O general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, será submetido na sexta-feira (12) a uma perícia médica determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
O general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, será submetido na sexta-feira (12) a uma perícia médica determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A avaliação está marcada para as 9h no Comando Militar do Planalto, onde o militar cumpre pena desde o fim de novembro.
Perícia vai analisar diagnóstico e condições de custódia
Os exames, conduzidos pela Polícia Federal, têm o objetivo de verificar o estado de saúde do general e confirmar se Heleno foi, de fato, diagnosticado com Alzheimer, como relatado pela defesa. Os resultados servirão de base para Moraes decidir sobre a concessão de prisão domiciliar.
Durante a perícia, a PF também fará uma inspeção no local de custódia para avaliar se a estrutura atende às necessidades do ex-ministro. Um representante do Comando Militar acompanhará a vistoria e prestará esclarecimentos sobre as condições de atendimento.
Na sequência, os policiais ainda devem se reunir com a esposa de Heleno para colher informações sobre o grau de dependência dele em atividades cotidianas.
Laudos seguem em análise
Peritos do Instituto Nacional de Criminalística analisam desde a semana passada exames, prontuários e outros documentos apresentados pela defesa. O objetivo é confirmar ou descartar o diagnóstico de Alzheimer e identificar eventuais limitações de saúde.
Defesa aponta piora no quadro clínico
O pedido de prisão domiciliar foi apresentado logo após a prisão do general. Os advogados afirmam que Heleno, de 78 anos, enfrenta comorbidades graves, recebeu diagnóstico de Alzheimer em janeiro e possui histórico de depressão e transtornos de ansiedade. Para a defesa, manter o ex-ministro no regime fechado representa risco à saúde e à vida dele.
Heleno foi condenado a 21 anos de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado e permanece detido no Comando Militar do Planalto.
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