O relato da ex-BBB Laís Caldas, que engravidou mesmo usando anticoncepcional oral durante um protocolo com Mounjaro, reacendeu o alerta sobre a possível redução da eficácia da pílula. Especialistas explicam que o medicamento, à base de tirzepatida, pode retardar a digestão e interferir na absorção de remédios orais, diminuindo a proteção contraceptiva.

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A ex-BBB Laís Caldas levantou um alerta nas redes sociais ao revelar que engravidou mesmo fazendo uso de anticoncepcional oral. Segundo ela, a gestação teria ocorrido durante um protocolo com o medicamento Mounjaro, utilizado como parte da preparação para o casamento com Gustavo Marsengo.

Ao anunciar a gravidez do primeiro filho, Laís brincou com a situação na legenda da publicação. “‘Bebê Mounjaro’. Aconteceu com mais alguma mulher aqui? Ps: importante lembrar que nenhum método contraceptivo é 100% eficaz na prevenção de gravidez”, escreveu.

O relato chamou atenção para estudos que indicam que medicamentos como o Mounjaro podem reduzir significativamente a eficácia de anticoncepcionais orais. Pesquisas sugerem que esse tipo de fármaco pode diminuir em até 66% o pico hormonal da pílula e reduzir em cerca de 23% a quantidade total absorvida pelo organismo, uma queda considerada relevante para a prevenção da gravidez.

A nutricionista Juliana Andrade explica que o Mounjaro tem como princípio ativo a tirzepatida, substância que atua sobre hormônios ligados ao apetite e ao metabolismo. “O medicamento retarda o esvaziamento do estômago, fazendo com que os alimentos permaneçam mais tempo no órgão antes de seguirem para o intestino”, afirma.

Esse mecanismo é responsável por aumentar a sensação de saciedade, reduzir a fome e contribuir para a perda de peso. No entanto, segundo a especialista, a alteração no ritmo da digestão pode interferir diretamente na absorção de medicamentos administrados por via oral.

“Esse efeito pode impactar a absorção da pílula anticoncepcional, reduzindo sua eficácia”, alerta Juliana Andrade. Ela reforça ainda que nenhum método contraceptivo oral é totalmente seguro, mesmo sem o uso concomitante de outros medicamentos.

“A falha pode ocorrer por diversos fatores, o que reforça a importância de acompanhamento médico e orientação individualizada, principalmente para quem faz uso de medicamentos para emagrecimento”, conclui.

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