O chefe do Conselho de Segurança do Irã, Ali Larijani, ameaçou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em resposta a declarações sobre possíveis ataques contra o país. A troca de ameaças ocorre em meio à guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, que já dura 11 dias e segue sem perspectiva imediata de cessar-fogo.
O chefe do Conselho de Segurança do Irã, Ali Larijani, fez nesta terça-feira (10) uma ameaça direta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio à escalada do conflito envolvendo também Israel.
Larijani afirmou que o país não teme o que chamou de “ameaças vazias” feitas por Trump e alertou que o presidente americano deveria ter cuidado para não ser “eliminado”.
“O povo de Ashura, no Irã, não teme suas ameaças vazias. Nem mesmo aqueles maiores que você conseguiram eliminar a nação iraniana. Cuidado para não ser eliminado”, escreveu o líder iraniano.
A declaração foi uma resposta a uma fala de Trump feita na segunda-feira (9). O presidente americano ameaçou lançar uma ofensiva “20 vezes mais forte” contra o Irã caso o país continue bloqueando o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.
O bloqueio da passagem marítima poderia provocar uma crise no abastecimento e elevar ainda mais os preços do petróleo no mercado internacional.
Guerra no Irã entra no 11º dia
As declarações de Larijani também reforçam os sinais de que o Irã pretende manter a guerra contra Estados Unidos e Israel. O conflito entrou no 11º dia nesta terça-feira.
Apesar da escalada, Trump afirmou na segunda-feira que a guerra estaria “quase concluída”. No entanto, a Guarda Revolucionária Iraniana, braço das Forças Armadas ligado ao líder supremo Ali Khamenei, disse que o conflito só terminará quando o próprio Irã decidir.
Do lado israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu também indicou que as operações militares devem continuar.
“Ainda não terminamos”, declarou o líder de Israel ao comentar as ofensivas contra o território iraniano.
Segundo Netanyahu, as ações militares visam enfraquecer o regime iraniano. “Nossa aspiração é que o povo iraniano se liberte do jugo da tirania; em última instância, isso depende deles. Mas não há dúvida de que, com as medidas tomadas até agora, estamos quebrando seus ossos e ainda não terminamos”, afirmou.