O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou que os restos mortais encontrados dentro de um crocodilo no Rio Komati pertencem ao empresário português Gabriel Batista. O homem estava desaparecido desde que o seu carro foi arrastado numa ponte inundada. Além de Gabriel, o animal havia consumido outras cinco pessoas, segundo a perícia.
O mistério sobre o desaparecimento de Gabriel Batista, empresário português de 59 anos, chegou ao fim da forma mais sombria possível. O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou nesta quinta-feira (7) que as perícias forenses identificaram de quem são os restos dentro de um crocodilo no Rio Komati. Natural da Serra de Água, na Madeira.

Sinais chocantes são encontrados dentro de estômago de crocodilo e podem mudar rumos das investigações (Foto: Redes Sociais)
Ataque na ponte inundada
O pesadelo começou no dia 27 de abril, quando o empresário tentou atravessar uma ponte baixa que estava inundada devido às fortes chuvas. O seu veículo foi arrastado pela correnteza e encontrado vazio no dia seguinte. Após quase uma semana de buscas intensas, a Unidade de Busca e Salvamento da polícia local localizou o réptil a cerca de 60 metros de onde o carro ficou preso.
A autópsia realizada no crocodilo revelou detalhes dignos de um filme de terror. Segundo o capitão Pottie Potgieter, o animal era um verdadeiro “devorador de homens”. Dentro do estômago, os peritos encontraram:
Restos mortais de seis pessoas diferentes.
Vários pares de chinelos e calçado das vítimas.
O anel gravado com o nome “Gabriel Batista”, que foi o primeiro indício concreto da morte do português.
Drones e monitorização
A localização do animal só foi possível graças ao uso de tecnologia de ponta. A polícia monitorizou o grupo de crocodilos durante quatro dias seguidos com o auxílio de drones. Pela experiência dos mergulhadores e pelo comportamento letárgico do animal, a equipa teve “100% de certeza” de que aquele era o espécime que havia atacado o empresário antes mesmo de abatê-lo.
A família de Gabriel Batista acompanhou todas as buscas nas margens do rio e recebeu a notícia no local. Embora o ADN confirme a identidade, o MNE ressalvou que as “circunstâncias concretas da ocorrência” ainda estão a ser esclarecidas para determinar se o empresário foi atacado ainda vivo ou se o crocodilo consumiu o corpo após um possível afogamento.
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