Um bombardeiro B-52 dos Estados Unidos, com capacidade para transportar armas nucleares, sobrevoou a região costeira da Venezuela nesta quarta (15). A ação, próxima a Caracas, aumenta a tensão entre Washington e o governo de Nicolás Maduro, em meio a exercícios militares no Caribe.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um bombardeiro estratégico B-52 dos Estados Unidos, com capacidade para transportar armas nucleares, sobrevoou nesta quarta-feira (15) a região costeira da Venezuela, intensificando a tensão militar com o governo de Nicolás Maduro.

A aeronave, identificada como BUNNY03, voou próxima à ilha La Orchila, onde está localizada uma base militar venezuelana. Segundo o site de monitoramento Flightradar24, o avião chegou a ficar a menos de 200 quilômetros de Caracas, mas permaneceu no espaço aéreo internacional, sem violar fronteiras.

Além do BUNNY03, outros dois bombardeiros do mesmo modelo — identificados como BUNNY01 e BUNNY02 — também sobrevoaram o Mar do Caribe, partindo da cidade de Shreveport, no estado da Luisiana, por volta das 2h50 (horário local).

Até o momento, o governo dos Estados Unidos não se pronunciou sobre a operação. Mais cedo, porém, o Comando Sul (SOUTHCOM) havia anunciado exercícios militares na região, com helicópteros e um grupo anfíbio da Marinha, sob o argumento de “interromper o tráfico ilícito de drogas e proteger a pátria”.

Pressão sobre o governo Maduro

O voo dos bombardeiros ocorre em meio a uma escalada de pressão dos EUA contra Maduro. Desde agosto, Washington enviou navios de guerra ao Caribe e posicionou caças F-35 em Porto Rico, ampliando a presença militar próxima à Venezuela.

O governo norte-americano acusa o presidente venezuelano de chefiar o cartel de Los Soles, classificado recentemente como organização terrorista pelos EUA — medida que, segundo analistas, abre brechas para operações militares diretas sob a justificativa de combate ao terrorismo.

Nesta quarta, o ex-presidente Donald Trump afirmou ter dado carta branca à CIA para conduzir operações secretas na Venezuela, alegando que o objetivo seria impedir a entrada de drogas nos Estados Unidos. O jornal The New York Times, no entanto, destacou que a estratégia teria como meta enfraquecer e possivelmente derrubar o governo Maduro.

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