Novas informações sobre o desaparecimento das crianças em Bacabal, no Maranhão, vieram à tona cerca de dois meses após o início das buscas. O delegado responsável pelo caso, Éderson Martins, apresentou detalhes atualizados da investigação durante uma audiência no Senado Federal do Brasil.

Crianças desapareceram há dois meses após saírem para brincar na zona rural de Bacabal; buscas seguem sem conclusão. Foto: Reprodução / Redes sociais.
Crianças desapareceram há dois meses após saírem para brincar na zona rural de Bacabal; buscas seguem sem conclusão. Foto: Reprodução / Redes sociais.

Novas informações sobre o desaparecimento das crianças em Bacabal, no Maranhão, vieram à tona cerca de dois meses após o início das buscas. O delegado responsável pelo caso, Éderson Martins, apresentou detalhes atualizados da investigação durante uma audiência no Senado Federal do Brasil.

As vítimas são Ágatha Isabelly (06), e Allan Michael (08), que seguem desaparecidos. Já Anderson Kauã, que também havia sumido, foi encontrado três dias após o desaparecimento.

Criança encontrada mudou rumo das investigações

Segundo o delegado, no início a polícia considerava a possibilidade de um crime. No entanto, a situação mudou após o resgate de Anderson Kauã. De acordo com o relato da criança às equipes de investigação, os três teriam se perdido dentro da mata.

“Inicialmente fomos ao local acreditando que poderia haver um crime e que seria solucionado rapidamente. Mas três dias depois tivemos a surpresa de encontrar o Kauã, que relatou que eles se perderam na mata”, explicou o delegado.

O menino teria contado a psicólogos e psiquiatras que o grupo tentou voltar pelo mesmo caminho, mas acabou se desorientando na região.

Investigação analisou último local onde as crianças estiveram

Durante a investigação, os agentes identificaram um ponto conhecido como “casa caída”, um casebre localizado no meio da mata que teria sido o último local onde os três estiveram juntos.

Segundo o delegado, havia dúvidas sobre a possibilidade de crianças chegarem até o local por causa da distância. Para esclarecer a questão, investigadores refizeram o trajeto.

De acordo com a polícia, adultos acompanhados por moradores que conhecem a região levaram entre quatro horas e meia e cinco horas para completar o percurso.

“Disseram que as crianças não conseguiriam chegar até o ponto onde o Kauã foi encontrado, mas conseguimos provar que é possível. As crianças demoraram mais porque estavam perdidas”, afirmou.

Reconstituição confirmou relato do menino

A polícia também realizou uma reconstituição com Anderson Kauã, que levou os investigadores até a chamada casa caída. Durante o procedimento, os agentes perceberam que o menino demonstrava familiaridade com a mata e caminhava rapidamente pelo terreno.

“O Kauã é uma criança muito inteligente, muito esperta e tem uma memória fotográfica extraordinária”, afirmou o delegado ao comentar a participação dele na reconstituição.

Cães farejadores identificaram presença das três crianças

Segundo a polícia, quatro cães farejadores foram utilizados nas buscas e confirmaram que os três estiveram no local. De acordo com os investigadores, quando seguiam o odor de Ágatha e Allan, os cães se dirigiam em direção ao rio.

Já quando rastreavam o cheiro de Kauã, o trajeto levava a uma trilha. Para os investigadores, isso indica que os animais estavam seguindo pistas corretas durante as buscas.

Hipóteses continuam sendo investigadas

Apesar das novas informações, o delegado afirmou que o inquérito ainda não foi concluído. Uma das possibilidades analisadas é que as crianças possam ter caído no rio e se afogado, embora essa hipótese ainda esteja sendo investigada.

Por outro lado, a polícia afirmou que, até o momento, não há indícios de participação de uma quarta pessoa no caso.

Crianças desaparecidas em Bacabal

Foto: Reprodução

Estado em que menino foi encontrado reforça versão

Outro ponto destacado pelos investigadores é a condição em que Anderson Kauã foi encontrado. Segundo o delegado, o menino perdeu cerca de oito quilos durante o período em que esteve desaparecido e teria sobrevivido bebendo água de poças formadas pela chuva.

Para a polícia, isso reforça a tese de que não havia outra pessoa ajudando as crianças durante o período em que ficaram perdidas. As buscas por Ágatha Isabelly e Allan Michael continuam, enquanto a polícia tenta esclarecer o que aconteceu após o grupo se separar dentro da mata.

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