O Banco Central eliminou o limite diário de R$ 500 para pagamentos feitos com Pix por aproximação. Agora, os usuários podem definir seus próprios limites para as transações. A modalidade continua disponível apenas para aparelhos Android.
O Banco Central (BC) retirou o limite de R$ 500 por dia para as transações realizadas por meio do Pix por aproximação. Com a mudança, os próprios usuários poderão definir valores máximos para os pagamentos feitos pela modalidade.

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A alteração foi oficializada por meio da instrução normativa 746, publicada na terça-feira (16).
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Como funciona o Pix por aproximação
O Pix por aproximação permite que pagamentos sejam realizados sem a necessidade de abrir o aplicativo do banco.
Com a tecnologia, o usuário não precisa escanear QR Codes nem informar chaves Pix. Basta aproximar o celular ou relógio digital da maquininha de pagamento para concluir a operação.
O funcionamento é semelhante ao dos cartões com tecnologia de pagamento por aproximação.
Regra vale para bancos e carteiras digitais
A nova norma se aplica tanto às transferências iniciadas dentro dos aplicativos bancários quanto às realizadas por meio de carteiras digitais.
Dessa forma, plataformas como Google Pay e Samsung Wallet também passam a seguir as regras gerais estabelecidas para o Pix.
Para utilizar o recurso nessas carteiras digitais, é necessário vincular uma conta bancária compatível com o sistema de open finance do Banco Central e habilitar a função Pix junto à instituição financeira.
Usuários de iPhone continuam sem acesso
Atualmente, apenas usuários de aparelhos Android podem utilizar o Pix por aproximação.
Nos dispositivos da Apple, a tecnologia NFC utilizada para pagamentos por aproximação funciona obrigatoriamente por meio do Apple Pay.
Como a plataforma cobra taxas por transação e o Pix é um sistema gratuito, as instituições financeiras ainda não disponibilizaram o recurso para usuários de iPhone.
Apple é alvo de investigação
Quando o Pix por aproximação foi lançado, em fevereiro de 2025, a Apple não solicitou autorização ao Banco Central para atuar como iniciadora de pagamentos.
Em março deste ano, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu uma investigação para apurar um possível abuso de posição dominante da empresa no mercado de pagamentos por aproximação.
Já no último dia 8 de junho, o Google informou ao órgão que não cobra taxas de desenvolvedores de carteiras digitais e aplicativos bancários. Segundo a empresa, o acesso à antena NFC dos dispositivos Android é livre.
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