Uma menina de 2 anos foi encontrada morta com golpes de faca no pescoço na manhã da última quinta-feira (11), em Balneário Gaivota, no Litoral Sul de Santa Catarina. Segundo a Polícia Militar, o pai e o irmão da vítima estavam ao lado do corpo, tentando reanimá-la. A criança chegou a ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), mas não resistiu aos ferimentos.

Bebê é morta com facada no pescoço; mãe é a principal suspeita

Uma menina de 2 anos foi encontrada morta com golpes de faca no pescoço na manhã da última quinta-feira (11), em Balneário Gaivota, no Litoral Sul de Santa Catarina. Segundo a Polícia Militar, o pai e o irmão da vítima estavam ao lado do corpo, tentando reanimá-la. A criança chegou a ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos.

Relato da mãe

A mãe da menina estava na casa de uma vizinha no momento da chegada da polícia, com as mãos e os pés sujos de sangue. De acordo com o boletim de ocorrência, ela se manteve calma e aparentava não compreender o que havia acontecido.

Mais tarde, em novo depoimento, a mulher relatou que se lembrava apenas de ter colocado comida para a vítima de 2 anos e a ter deixado sentada, enquanto alimentava a outra filha, que possui deficiência. A mãe contou que percebeu a gravidade da situação apenas quando chamou o marido, que estava no quarto, para socorrer a criança.

Vizinhos se desesperaram

Uma vizinha que mora na parte de baixo da residência afirmou que a mãe da vítima nunca apresentou surtos e sempre cuidou muito bem das filhas. Segundo ela, os problemas começaram há cerca de três meses, após o retorno do marido dela dos Estados Unidos, período em que as brigas do casal aumentaram.

A mesma testemunha contou que, ao ser chamada por outra moradora em estado de pânico, subiu até o andar de cima e encontrou a criança sobre a mesa, com diversos golpes de faca, e a mãe do lado de fora da casa, aparentemente em choque.

“No momento em que cheguei, o pai da menina entrou no banheiro e se trancou. Desconfio que ele tenha lavado as mãos e, depois de algum tempo, saiu do local”, relatou à PM.

Situação da família

Durante a ocorrência, o pai da vítima passou mal e precisou ser atendido pelo Corpo de Bombeiros. Por esse motivo, não foi possível colher o depoimento dele. O irmão da menina, que também estava na residência, não tinha condições emocionais de prestar declarações.

A mãe foi levada para a Central de Flagrantes da Polícia Civil, onde prestou depoimento. A Polícia Militar destacou que não foi necessário o uso de algemas, já que a mulher se manteve calma e colaborativa durante todo o atendimento.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Santa Catarina, que busca esclarecer as circunstâncias do crime.

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