A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou nesta terça-feira (7) uma operação contra o Comando Vermelho (CV) e prendeu lideranças da facção envolvidas em um esquema milionário de roubo e receptação de veículos. Entre os alvos estão Fernandinho Beira-Mar e Marcinho VP, apontados como chefes do grupo criminoso.
A ação, conduzida pelas delegacias de Mesquita (53ª DP) e Praça da Bandeira (18ª DP), cumpriu 20 mandados de prisão preventiva após dois anos de investigações que apuraram mais de 120 inquéritos. Segundo a polícia, o roubo de veículos é uma das principais fontes de financiamento da facção.
As autoridades aplicaram a Teoria do Domínio do Fato para responsabilizar os líderes, mesmo sem participação direta nos crimes. Parte dos acusados já está presa, e outros seguem foragidos. A polícia agora busca rastrear o dinheiro movimentado no esquema e identificar pessoas usadas para lavar os lucros do Comando Vermelho.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta terça-feira (7), uma grande operação contra o Comando Vermelho (CV), mirando as principais lideranças da facção, entre elas Fernandinho Beira-Mar e Marcinho VP. A ação, resultado de dois anos de investigações, apura um esquema milionário de roubo e receptação de veículos usado para financiar as atividades criminosas do grupo.
Conduzida pela 53ª DP (Mesquita) e pela 18ª DP (Praça da Bandeira), a ofensiva cumpre 20 mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça fluminense. Além de Beira-Mar e Marcinho VP, figuram entre os alvos Ricardo Chaves de Castro Lima (Fú), Ocimar Nunes Robert (Barbozinha), Wilton Carlos Rabelo Quintanilha (Abelha) e Paulo César Batista de Castro (Paulinhozinho) — todos apontados como integrantes dos núcleos financeiro e logístico da facção.
As investigações revelaram que o roubo de veículos se tornou uma das principais fontes de renda do CV, movimentando grandes quantias com baixo risco. Cada membro desempenhava funções específicas, desde a execução dos roubos até o transporte, desmanche e revenda dos automóveis, que eram levados para comunidades sob domínio da facção e revendidos com autorização dos chefes locais.
Nesta etapa, a polícia aplicou a Teoria do Domínio do Fato, responsabilizando as lideranças do Comando Vermelho por coordenarem e lucrarem com os crimes, mesmo sem participação direta. Parte dos acusados já cumpre pena em presídios federais e estaduais, e os mandados foram formalizados dentro das unidades. Outros ainda estão foragidos e, segundo a polícia, mantinham contato frequente com detentos de alta periculosidade para gerenciar o esquema.
A operação é considerada um marco na estratégia de combate ao crime organizado no estado, por atingir diretamente o comando da facção e romper o ciclo de impunidade das cúpulas criminosas. A Polícia Civil segue com diligências para localizar os foragidos e rastrear o fluxo financeiro do grupo, identificando contas e laranjas utilizados na lavagem do dinheiro obtido com o roubo e a venda de veículos.