Bia Miranda usou os stories para criticar influenciadores que focam em brigas fúteis (como a de Jojo Todynho e Malévola) em vez de divulgar o caso de estupro coletivo de duas crianças na Zona Leste de SP. Ela pediu a exposição dos rostos dos envolvidos. Um adulto já foi preso na Bahia e três menores foram apreendidos.
A influenciadora Bia Miranda utilizou suas redes sociais na sexta-feira (01) para expressar profunda indignação diante do crime de estupro coletivo contra duas crianças, de 7 e 10 anos, ocorrido na Zona Leste de São Paulo.

Em uma série de vídeos, Bia criticou duramente a postura de seus colegas de profissão, que, segundo ela, ignoram tragédias reais para focar em polêmicas fúteis que geram engajamento.
Críticas à “Treta do Cabelo” de Malévola e Jojo
Sem papas na língua, a influenciadora comparou a repercussão do caso das crianças com o recente embate entre Jojo Todynho e Malévola Alves, que discutiram publicamente após a influenciadora reclamar do valor cobrado por um cabeleireiro.
“Continua falando de bagulho de cabelo que dá mídia para vocês, mas tira um story e fala desse caso das crianças… Por que a mídia só foca em coisa merda?”, disparou Bia, visivelmente revoltada com a prioridade dada a futilidades em detrimento de um crime que chocou o país.
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Pedido de divulgação e rosto dos suspeitos
Além de cobrar posicionamento, Bia Miranda fez um apelo para que a identidade dos envolvidos seja amplamente divulgada. Ela pediu que seus seguidores e outros influenciadores compartilhem os rostos dos menores e do adulto suspeitos do crime, visando pressionar as autoridades. “Tira um tempo para ajudar a divulgar isso aqui”, reforçou, pedindo justiça pelos dois meninos que foram vítimas da violência brutal no bairro União de Vila Nova.
Atualização das Investigações
Enquanto Bia mobiliza as redes, as autoridades seguem agindo. Na noite de sexta-feira (01), um jovem de 21 anos, apontado como o único adulto do grupo, foi preso no distrito de Serrana, em Brejões (BA), após fugir de São Paulo. Outros três adolescentes já foram apreendidos, dois na capital e um em Jundiaí (SP). A polícia ainda busca por um quarto menor envolvido. Ao todo, cinco pessoas participaram da barbárie, que teria sido gravada e divulgada na internet pelos próprios criminosos.
Proteção às Vítimas
O caso segue sob sigilo judicial devido à idade das vítimas. Atualmente, os dois meninos recebem acompanhamento especializado e suporte do Conselho Tutelar. O subprefeito de São Miguel Paulista, Divaldo Rosa, reiterou que as famílias demoraram a denunciar por medo, mas que agora estão sob proteção do poder público. O portal Bacci Notícias teve acesso aos áudios e vídeos do crime, mas, em respeito às vítimas e à ética jornalística, optou por não exibir o conteúdo devido ao alto grau de crueldade.
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