Apontado como patrono do Salgueiro, Adilsinho era responsável por financiar projetos da escola de samba. Ele é considerado um dos principais nomes da contravenção no Rio. O bicheiro também é investigado por chefiar esquema de cigarros falsificados e envolvimento em crimes violentos.

Adilsinho (de óculos, e com copo na mão) ao lado do presidente da escola, André Vaz (de camisa listrada) — Foto: Reprodução / YouTube Canal Sambemos
Adilsinho (de óculos, e com copo na mão) ao lado do presidente da escola, André Vaz (de camisa listrada) — Foto: Reprodução / YouTube Canal Sambemos

O bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, assumiu em 2024 o posto de patrono da Acadêmicos do Salgueiro, uma das escolas de samba mais tradicionais do Rio de Janeiro. Na função, ele passou a ser responsável pelo financiamento de projetos da agremiação, incluindo iniciativas sociais e esportivas voltadas à comunidade ligada à escola.

Na época do anúncio, o Salgueiro destacou que o contraventor teria papel relevante no fortalecimento das atividades sociais e no apoio à estrutura da agremiação. A escola informou que ele contribuiria com investimentos em projetos voltados à comunidade e na retomada de ações esportivas ligadas à instituição.

Adilsinho é apontado pelas autoridades como integrante da cúpula do jogo do bicho no estado e investigado por comandar um esquema de fabricação e distribuição de cigarros falsificados. Além disso, seu nome aparece em investigações relacionadas a crimes violentos e disputas entre grupos criminosos.

Considerado um dos nomes mais influentes da contravenção no Rio de Janeiro, ele já havia sido alvo de diversas operações policiais ao longo dos últimos anos. Sua ligação com o financiamento de escolas de samba reforça a histórica relação entre a contravenção e o carnaval carioca, que há décadas envolve figuras influentes do submundo do crime.

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