Mais de 7,5 milhões de bolivianos votam neste domingo (17) em eleições presidenciais que podem encerrar o domínio de mais de 20 anos do MAS. Evo Morales foi impedido de concorrer e o presidente Luis Arce optou por não disputar. Dividido, o partido lançou Andrónico Rodríguez e Eduardo del Castillo, mas enfrenta baixa chance de avançar. Morales ainda pediu votos nulos, ampliando a crise da sigla que governa o país quase ininterruptamente desde 2006.

Bolivianos vão às urnas em eleição que pode encerrar domínio de mais de 20 anos da esquerda

Mais de 7,5 milhões de bolivianos estão convocados a votar neste domingo (17) nas eleições presidenciais que podem marcar o fim de duas décadas de hegemonia do MAS (Movimento ao Socialismo). O partido, que levou ao poder Evo Morales e depois Luis Arce, enfrenta agora forte divisão interna e reduzidas perspectivas de sucesso.

Evo Morales, que governou por quase 14 anos, tentou voltar à disputa, mas foi barrado pela Justiça. Luis Arce, atual presidente, também não concorre. Sem os dois principais nomes, o MAS lançou como candidatos o presidente do Senado, Andrónico Rodríguez, e o ex-ministro de Governo, Eduardo del Castillo. Ambos enfrentam dificuldades diante do racha no partido.

Morales, inclusive, pediu que a população anule o voto, o que pode enfraquecer ainda mais a esquerda. Desde 2006, o MAS governou quase ininterruptamente, exceto entre 2019 e 2020, quando Morales renunciou após pressão das Forças Armadas em meio a eleições contestadas. No período, Jeanine Áñez assumiu interinamente e depois foi condenada a 10 anos de prisão, acusada de golpe de Estado.

Agora, a disputa abre espaço para que a oposição de direita e centro-direita avance rumo ao segundo turno, em um cenário que pode alterar profundamente a correlação de forças políticas na Bolívia.

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