A audiência de custódia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi concluída no começo da tarde deste domingo (23), após uma rápida sessão por videoconferência que durou cerca de 30 minutos. A prisão preventiva de Bolsonaro foi mantida.

Ex-presidente Jair Bolsonaro -Foto: reprodução/Agência Brasil
Ex-presidente Jair Bolsonaro -Foto: reprodução/Agência Brasil

A audiência de custódia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi concluída no começo da tarde deste domingo (23), após uma rápida sessão por videoconferência que durou cerca de 30 minutos. A prisão preventiva de Bolsonaro foi mantida.

O ex-presidente atribuiu a tentativa de abrir a tornozeleira eletrônica a um episódio de descontrole, possivelmente ligado ao uso de medicamentos, e voltou a dizer que não tinha intenção de fugir.

O procedimento foi conduzido por um juiz auxiliar do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, responsável pela ordem de prisão preventiva. Moraes, porém, não participou da audiência. A etapa é considerada protocolar e serve para confirmar se o preso está ciente dos seus direitos e para registrar declarações da defesa.

Bolsonaro segue detido na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. Apenas a ata oficial da audiência será anexada ao processo. O vídeo não ficará disponível ao público.

A realização da audiência ocorreu no mesmo dia em que se encerra o prazo para que a defesa apresente explicações sobre a violação da tornozeleira eletrônica, prazo que termina às 16h30.

Relatórios da Secretaria de Administração Penitenciária apontam que o equipamento apresentava queimaduras, marcas de manipulação e tentativa de abertura. O ex-presidente admitiu que utilizou um ferro de solda para tentar acessar a estrutura da tornozeleira. Esse episódio foi decisivo para que Moraes apontasse risco de fuga, somado à possibilidade de que Bolsonaro buscasse abrigo na Embaixada dos Estados Unidos e ao temor de tumultos motivados por manifestações convocadas por aliados.

A tornozeleira será analisada pelo Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, que deve realizar exames técnicos para determinar a extensão dos danos, os instrumentos usados e eventuais interferências externas que comprometeram seu funcionamento.

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