Jair Bolsonaro realizou exames neste sábado (16) e foi diagnosticado com duas infecções pulmonares recentes, além de esofagite e gastrite. O ex-presidente passou por endoscopia no hospital DF Star, em Brasília, e recebeu orientação médica para tratamento contínuo e cuidados alimentares. Foi sua primeira saída desde que cumpre prisão domiciliar por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Os exames médicos realizados neste sábado (16) no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) identificaram duas infecções pulmonares recentes, possivelmente relacionadas a episódios de broncoaspiração, além de quadros de esofagite e gastrite. O boletim médico informou que a endoscopia mostrou persistência das inflamações, agora menos intensas, mas ainda exigindo tratamento contínuo. Esta foi a primeira vez que Bolsonaro deixou a prisão domiciliar desde que a medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no início de agosto.
Bolsonaro chegou ao hospital DF Star, em Brasília, por volta das 9h e deixou o local às 13h58. Na chegada e na saída, foi recebido por apoiadores que rezaram ao seu redor. Ele não falou com a imprensa e limitou-se a ouvir as orações dos militantes. De acordo com os médicos, o ex-presidente deve adotar hábitos alimentares mais cautelosos, como mastigar melhor e comer mais devagar, para reduzir crises de refluxo e soluços.
O quadro de esofagite tem provocado refluxo intenso e episódios frequentes de soluço. Bolsonaro já declarou que chega a vomitar em decorrência do problema, agravado após a cirurgia realizada em abril. Segundo aliados, sua condição de saúde preocupa. O deputado federal Zucco (PL-RS), líder da oposição, afirmou que ele está com a “saúde debilitada”, após visita ao ex-presidente nesta semana.
Um grupo de militantes de direita foi ao hospital e exibiu cartazes com bandeiras dos Estados Unidos, pedindo ajuda ao governo americano — que atualmente aplica sanções contra o Brasil. A cena reforçou a mobilização de apoiadores em torno de Bolsonaro mesmo diante das restrições impostas pela Justiça.
Desde 4 de agosto, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar por determinação de Alexandre de Moraes, após descumprir medidas cautelares, como a proibição de uso das redes sociais. A ida ao hospital representou a primeira saída autorizada de sua residência desde a ordem judicial.
