O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou a aliados que, se uma escola de samba homenageasse ele em ano eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral teria reagido de forma mais rígida.
O ex-presidente Jair Bolsonaro comentou com aliados, durante visita recebida na quarta-feira (18), sua avaliação sobre o desfile de escola de samba que prestou homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.
Segundo relatos do senador Carlos Portinho, o ex-presidente avaliou que, se a situação envolvesse seu nome em ano eleitoral, a Justiça Eleitoral poderia reagir de forma mais rigorosa. Na visão de Bolsonaro, uma homenagem semelhante a ele poderia gerar questionamentos jurídicos e até impacto em sua situação eleitoral.
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‘Imagina se fosse comigo? Ficaria inelegível antes da eleição, vergonha’”, afirmou Portinho à coluna.
Ainda de acordo com o senador, Bolsonaro mencionou o Tribunal Superior Eleitoral ao falar sobre a possibilidade de interpretações diferentes em casos ligados a campanhas e exposição de candidatos. A conversa ocorreu durante visita de aliados na unidade conhecida como Papudinha, onde o ex-presidente está.
Homenagem a Luiz Inácio Lula da Silva gera repercussão
A homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval gerou debate político e jurídico. No desfile do grupo especial, a Acadêmicos de Niterói levou para a avenida um enredo sobre a trajetória do petista e incluiu referências críticas a adversários, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro, retratado de forma satírica em uma das alas.
A apresentação provocou reação de lideranças oposicionistas. O senador Flávio Bolsonaro está entre os que recorreram à Justiça Eleitoral, alegando que a exaltação ao presidente poderia ser interpretada como propaganda fora do período permitido.
Antes mesmo do desfile, o Tribunal Superior Eleitoral já havia se manifestado sobre o tema, destacando que manifestações culturais estão protegidas pela liberdade de expressão. A Corte, porém, ressaltou que eventos festivos não podem ser usados para burlar a legislação eleitoral ou promover irregularidades.
Flávio Bolsonaro mira disputa presidencial
O cenário político do Rio de Janeiro para as eleições de 2026 já movimenta lideranças partidárias. Atual líder do Partido Liberal no Senado, o senador Carlos Portinho se reuniu com o ex-presidente Jair Bolsonaro na Quarta-Feira de Cinzas para discutir estratégias eleitorais no estado.
Entre os temas abordados esteve a sucessão do governador Cláudio Castro, que não poderá disputar novo mandato. A legenda trabalha para definir um nome competitivo ao governo estadual e, ao mesmo tempo, organizar a composição da chapa ao Senado.
Nos bastidores, a disputa interna também envolve as vagas para a Casa. Uma das cadeiras é vista como espaço para Castro após o fim do mandato no Executivo estadual. Já a outra entrou em aberto depois que o senador Flávio Bolsonaro sinalizou intenção de concorrer à Presidência da República. Com isso, Portinho desponta como interessado em ocupar o posto, o que adiciona um elemento de disputa dentro do próprio partido.
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