O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (12), um pedido para que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), possa visitá-lo.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (12), um pedido para que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), possa visitá-lo. O requerimento foi protocolado um dia após a defesa do ex-mandatário solicitar também a liberação da visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
De acordo com os advogados, a autorização é necessária para viabilizar um encontro presencial de caráter específico. O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator das investigações que envolvem o ex-presidente.
Pedidos formais apresentados ao Supremo
O ofício referente a Cláudio Castro foi enviado ao STF nesta quarta-feira, enquanto a solicitação sobre Tarcísio de Freitas foi registrada na terça (11). Em ambos os casos, a defesa de Bolsonaro não detalhou o motivo exato do encontro, apenas indicou a necessidade de tratativas presenciais.
O documento menciona que os dois governadores manifestaram interesse em visitar o ex-presidente e que a autorização judicial seria a única forma de permitir as reuniões, já que Bolsonaro cumpre medidas cautelares impostas pelo Supremo.
Medidas e restrições impostas
O ex-chefe do Executivo é alvo de investigações sobre supostas tentativas de interferência nas instituições democráticas e, por determinação de Moraes, está proibido de manter contato com outros investigados e de se ausentar do país.
Desde o início das apurações, a defesa de Bolsonaro tem solicitado ajustes nas condições impostas, alegando que algumas restrições prejudicam a articulação política e o diálogo com aliados próximos.
Contexto político e expectativa de decisão
Cláudio Castro e Tarcísio de Freitas são dois dos principais aliados de Bolsonaro no campo conservador e mantêm interlocução constante com o ex-presidente. A eventual autorização para visitas seria vista como um gesto simbólico de reaproximação política em meio ao processo judicial que o envolve.
A solicitação ainda aguarda análise do ministro Alexandre de Moraes, que deve decidir se as visitas poderão ocorrer e sob quais condições.
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