Aliados de Eduardo Bolsonaro defendem que o filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro seja o candidato à presidência em 2026, em substituição ao pai, que está inelegível. A estratégia, segundo informações do blog da jornalista Andréia Sadi, passa por garantir uma anistia para o deputado, que está nos Estados Unidos desde março e só voltaria ao Brasil após a aprovação da medida. Caso o Partido Liberal (PL) aceite Tarcísio de Freitas como candidato, o filho do ex-presidente foi enfático e relevou que pretende procurar outra legenda para se lançar ao pleito.
Estratégia
A defesa de uma anistia para Eduardo ganhou força após a fala do ministro do STF, Luís Roberto Barroso. O ministro declarou na semana passada que, embora uma anistia antes do julgamento seja uma “impossibilidade”, o tema “passa a ser uma questão política” após a deliberação.
Segundo apoiadores, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) das prerrogativas seria um caminho para pavimentar a aprovação da anistia no Congresso. A volta de Eduardo, no entanto, divide a direita, já que ele é investigado pela Polícia Federal por coação e poderia ser preso ao retornar ao país, na avaliação de investigadores.
Racha na direita
Dentro do plano de torná-lo candidato, a saída de Eduardo do Partido Liberal (PL) é cogitada, especialmente se o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, migrar para a legenda a fim de ser o candidato oficial do partido.
A manobra, no entanto, tem como objetivo principal marcar posição, mostrando que, para a família Bolsonaro, o único candidato de sua confiança para as próximas eleições presidenciais é um integrante do próprio clã.