Imagens registradas por câmeras corporais revelaram momentos chocantes no atendimento ao estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas, morto a tiros por um policial militar em novembro do ano passado, na zona sul de São Paulo. Durante o socorro, um dos bombeiros afirmou que o jovem “tem que sofrer mesmo”, frase que gerou indignação pública e repercutiu em todo o país.

Foto: Reprodução
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Imagens registradas por câmeras corporais revelaram momentos chocantes no atendimento ao estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas, morto a tiros por um policial militar em novembro do ano passado, na zona sul de São Paulo. Durante o socorro, um dos bombeiros afirmou que o jovem “tem que sofrer mesmo”, frase que gerou indignação pública e repercutiu em todo o país.

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No vídeo, os socorristas comentam sobre a ausência de tomografia no hospital e dizem que o atendimento seria feito “na mão mesmo”. Em seguida, um bombeiro faz a declaração polêmica, provocando risadas entre os presentes.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que o comentário não reflete o posicionamento institucional do Corpo de Bombeiros e que as falas são incompatíveis com os protocolos oficiais de atendimento.

De acordo com os relatos iniciais da Polícia Militar, o estudante teria resistido à abordagem e tentado tomar a arma de um dos agentes. No entanto, as imagens gravadas contradizem essa versão, mostrando que Marco não ofereceu ameaça direta aos policiais. O jovem foi baleado, chegou a ser levado com vida ao Hospital Ipiranga, mas não resistiu aos ferimentos.

O policial envolvido foi indiciado por homicídio doloso e está afastado das funções. A Polícia Civil, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e a Corregedoria da PM seguem com as investigações.

O caso reacendeu o debate sobre o uso da força policial, o respeito aos direitos humanos e a responsabilidade das instituições públicas em situações de violência. A morte de Marco Aurélio se tornou símbolo da luta por justiça e transparência nas ações policiais.

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