O deputado Guilherme Boulos (Psol) usou a manifestação contra a PEC da Blindagem e a anistia a envolvidos nos atos de 8 de Janeiro para criticar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e apoiar a reeleição de Lula. Boulos afirmou que Tarcísio “nunca vai vestir a faixa presidencial” e pediu a prisão de Bolsonaro e dos golpistas, além de cobrar dos senadores a derrota da PEC da “Bandidagem”.

 (Foto: Leandro Paiva/@leandropaivac)
(Foto: Leandro Paiva/@leandropaivac)

O deputado federal Guilherme Boulos (Psol) aproveitou a manifestação contra a PEC da Blindagem e o projeto de anistia a envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro para criticar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e reforçar apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Eu quero dizer uma coisa para o seu Tarcísio de Freitas. Você está querendo ser candidato a presidente? Vem cá que vamos te derrotar na urna. Você nunca vai vestir a faixa presidencial nesse país, Tarcísio”, afirmou Boulos durante o ato realizado na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (21/9).

O deputado também destacou que uma das consequências da mobilização será “eleger Luiz Inácio Lula da Silva ano que vem presidente do Brasil”. “Primeiro, ainda esse ano, queremos ver Bolsonaro e os golpistas na cadeia”, acrescentou, fazendo referência às investigações e condenações relacionadas aos ataques de 8 de janeiro.

Boulos ainda criticou o Congresso pela aprovação da PEC da Blindagem, apelidada por opositores de “PEC da Bandidagem”, que permite ao Legislativo barrar investigações e prisões de parlamentares pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em determinados casos.

“O outro recado é para os senadores. Senadores da República, o que esse povo aqui espera não é nada menos, nenhuma vírgula a menos do que derrotar, enterrar a PEC da Bandidagem”, afirmou.

Além de Boulos, outros políticos presentes no ato também direcionaram críticas ao governador Tarcísio de Freitas. O deputado federal Orlando Silva (PC do B) disse: “Tarcísio, deixa de ser vagabundo. Vai trabalhar”, em referência à gestão estadual.

O protesto faz parte de uma série de manifestações em várias capitais do país contra a PEC da Blindagem e o projeto de anistia, que estão sendo analisados pelo Congresso Nacional, e contou com a participação de movimentos sociais e parlamentares de esquerda.

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