O governo brasileiro celebrou nesta quinta-feira (09) o acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas, que pode encerrar a guerra em Gaza. Em nota, o Itamaraty pediu que as partes cumpram os termos e elogiou a mediação de EUA, Catar, Egito e Turquia.

Governo brasileiro celebra primeiro passo por acordo de paz (Foto: Reprodução / Redes Sociais)
Governo brasileiro celebra primeiro passo por acordo de paz (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

O governo brasileiro celebrou, nesta quinta-feira (9), o anúncio do acordo entre Israel e Hamas para um cessar-fogo na Faixa de Gaza, o que pode colocar um ponto final na guerra no estado da Palestina.

“O Brasil exorta as partes a cumprirem todos os termos do acordo e a engajarem-se de boa-fé em negociações para assegurar a efetivação da retirada completa das forças israelenses de Gaza, o início do urgente processo de reconstrução da Faixa, sob coordenação e supervisão palestina, e a restauração da unidade político-geográfica da Palestina sob seu legítimo governo, em consonância com o direito inalienável de autodeterminação do povo palestino”, diz a nota emitida pelo Ministério das Relações Exteriores.

Grande passo para o fim da guerra

Depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as partes haviam assinado a primeira fase de um acordo de paz, o Hamas confirmou o fim da guerra, dando fortes indícios que os conflitos definitivamente devem ser encerrados. Na noite desta quinta, Israel também aprovou o acordo.

Além do apoio da Casa Branca, o governo brasileiro também reconheceu e valorizou a atuação dos demais mediadores dos conflitos: Catar, Egito e Turquia.

Com a conclusão dos conflitos, a expectativa é da liberação de reféns e prisioneiros de guerra, além da retirada de tropas israelenses e a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza.

“Deverá, ademais, garantir a libertação de todos os reféns remanescentes, em troca de prisioneiros palestinos, a entrada desimpedida de ajuda humanitária, e a retirada das tropas israelenses até linha acordada entre as partes, além de criar as condições para a imediata reconstrução de Gaza, com apoio da comunidade internacional”, complementou o Itamaraty.

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