A comercialização de medicamentos emagrecedores no varejo farmacêutico sofreu um aumento de 78% no Brasil durante os últimos quatro anos. De acordo com levantamento da Abafarma (Associação de Distribuidores Farmacêuticos do Brasil), os números de 2025 superaram 7,3 milhões de vendas, em comparação com os pouco mais de 4 milhões registrados em 2021.
A pesquisa utilizou dados da IQVIA, focada em tecnologia da informação em saúde e pesquisa clínica. O maior crescimento foi registrado em 2025, alcançando aumento de 39,1% em comparação com o ano anterior, após dois anos de estabilidade.
Evolução do mercado no varejo farmacêutico:
2021 – 4.125.339
2022 – 5.282.134 (+28,0%)
2023 – 5.298.941 (+0,3%)
2024 – 5.289.855 (-0,2%)
2025 – 7.356.469 (+39,1%)
Vendas no varejo quase dobraram no Brasil
O levantamento considera medicamentos das classes terapêuticas utilizadas para controle de peso, incluindo inibidores de apetite — como sibutramina, anfepramona e mazindol — além dos análogos de GLP-1, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”.
Para Oscar Yazbek Filho, presidente-executivo da Abafarma, o crescimento reflete uma combinação de fatores ligados ao avanço da obesidade e à maior disponibilidade de terapias inovadoras.
“A população está cada vez mais consciente de que excesso de peso pode representar um fator de risco para questões graves de saúde. Além disso, a oferta de terapias inovadoras nesse segmento vem aumentando expressivamente, o que favorece a curva de crescimento que observamos”, afirma.
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