A jovem brasileira Manuelly de França Barbosa, de 25 anos, está presa há dez dias num centro de detenção nos arredores de Atenas, na Grécia. Ela foi flagrada com o visto de permanência expirado, ao tentar embarcar para Israel, onde foi deportada de volta para a capital Grega.
Natural do Paraná, a jovem planejou a viagem para Europa em maio, dentro do período permitido para turistas brasileiros que são 3 meses. Segundo familiares, para aproveitar o verão Europeu, já que tinha iniciado um relacionamento com um médico estrangeiro, ultrapassou o prazo sem regularizar a situação.
Desde então, Manuelly permanece em uma instalação provisória a cerca de 40 quilômetros do aeroporto de Atenas, onde divide uma espécie de contêiner com outras sete mulheres. Familiares, ouvidos pela reportagem, relatam que a jovem está sem acesso digno a alimentação, banho ou comunicação frequente.
“Ela liga sempre que pode, mas está desesperada”, contou uma parente próxima, que prefere não se identificar. “Disseram que seria algo rápido, mas já se passaram mais de dez dias.”
Segundo o advogado da família o objetivo é acelerar o processo de deportação com o apoio das autoridades brasileiras. “Estamos aguardando um posicionamento oficial do Ministério das Relações Exteriores. A prioridade é trazê-la de volta em segurança e o quanto antes”, afirmou.
Até o momento, o Itamaraty confirmou que acompanha o caso e presta assistência consular à cidadã brasileira. A família, no entanto, segue preocupada com o estado emocional e físico de Manuelly. A jovem, mesmo preso, tem mantido contato frequente com a família.
