Uma alpinista russa foi “deixada para morrer” no Pico da Vitória, no Quirguistão, após a decisão de interrupção nas buscas na última sexta-feira (22) . Natalia Nagovitsyna, de 47 anos, quebrou a perna e desde 12 de agosto acabou ficando presa na montanha. Seu companheiro de escalada veio a óbito durante uma das várias tentativas de socorro.
As equipes de resgate justificaram a paralisação alegando condições climáticas insuperáveis. Com temperaturas atingindo -30 °C e nuvens densas encobrindo o cume, as possibilidades de um voo de drone, que poderia ter localizado e auxiliado a alpinista, foram anuladas. A falta de uma brecha no mau tempo tornou inviável a continuação dos trabalhos em altitudes tão elevadas, forçando a desistência.
Contrariando o pessimismo dos próprios socorristas, que duvidavam de sua capacidade de sobreviver em condições tão extremas, Natalia Nagovitsyna demonstrou uma resiliência notável. Imagens de drones capturadas em 19 de agosto a mostravam viva, movendo-se e acenando em resposta ao equipamento. O vídeo revelou ainda a situação precária de seu abrigo, uma tenda rasgada pelos ventos e protegida apenas por uma grande rocha, a quase sete mil metros de altitude.