A cabeleireira Raphaella Fachinelli, de 28 anos, foi morta a facadas dentro de uma casa no Bairro Valim de Melo, em Uberaba (MG), após cobrar uma dívida de um amigo próximo, apontado como o principal suspeito do crime. O homem fugiu no carro da vítima, que foi encontrado abandonado com manchas de sangue em Franca (SP). Raphaella, descrita por amigos como uma mulher batalhadora e mãe dedicada, deixou um filho de 4 anos. A Polícia Civil investiga o caso e segue em busca do suspeito.
A cidade de Uberaba (MG) ficou em choque com o assassinato brutal da cabeleireira Raphaella Fachinelli, de 28 anos, encontrada morta na segunda-feira (10) dentro de uma casa no Bairro Valim de Melo. O principal suspeito do crime é um amigo próximo da vítima, que segue foragido.
De acordo com a Polícia Militar, Raphaella foi esfaqueada diversas vezes no rosto e no pescoço, apresentando também ferimentos nos braços, que indicam tentativa de defesa. O corpo foi localizado após vizinhos ouvirem gritos de socorro e barulhos intensos vindos do imóvel.
Segundo o relato da namorada do suspeito, o crime aconteceu enquanto ela estava no trabalho. O pai dela, alertado por uma vizinha, foi até o local e encontrou Raphaella já sem vida. Ele afirmou ter visto o genro, amigo da vítima, saindo da residência nervoso e fugindo no carro da cabeleireira.
Fuga e carro abandonado em Franca (SP)
Na madrugada de terça-feira (11), o carro de Raphaella foi encontrado abandonado em Franca (SP), com manchas de sangue no interior. A perícia da Polícia Civil recolheu uma faca e roupas sujas de sangue no local do crime, além de constatar que o suspeito tomou banho antes de fugir.
Pouco depois do assassinato, o suspeito teria feito transações financeiras utilizando o cartão e a conta da própria namorada. Segundo o boletim de ocorrência, uma movimentação de R$ 850 foi registrada em nome de Raphaella, e logo depois foi feito um PIX de R$ 500 para a namorada do suspeito.
‘Mãe solo, batalhadora e alto-astral’
Raphaella era mãe de um menino de 4 anos e conhecida na comunidade pelo bom humor e dedicação ao trabalho. Nas redes sociais, ela se descrevia como “espontânea, desastrada e alto-astral”. Amigos e familiares usaram as redes para se despedir e prestar homenagens.
“A Rapha era pura luz, alto-astral, guerreira, trabalhadora. Conquistou tudo com muito suor. Mãe solo, era tudo para o filhinho dela”, lamentou uma amiga.
O velório de Raphaella aconteceu na Funerária Uberaba, e o sepultamento foi realizado no Cemitério São João Batista, na terça-feira (11).
A Polícia Civil instaurou inquérito e continua as buscas pelo suspeito, que até o momento não foi localizado.
