Em entrevista ao repórter Lucas Tadeu, do Bacci Notícias, Ronaldo Caiado afirmou que pretende investir em educação e qualificação profissional para reduzir a dependência do Bolsa Família. O pré-candidato do PSD criticou o governo Lula, disse que o programa chegou à “terceira geração” de beneficiários e defendeu políticas de emancipação social com cursos profissionalizantes e crédito para trabalhadores.
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, criticou os programas de transferência de renda do governo federal e afirmou que pretende investir em políticas de “emancipação” social caso seja eleito presidente em 2026.

Caiado vai deixar o União Brasil (Foto: Romullo Carvalho e Wesley Costa)
A declaração foi dada em entrevista ao repórter Lucas Tadeu, do Bacci Notícias, nesta terça-feira (12).
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Ao ser questionado sobre a redução no número de beneficiários do Bolsa Família durante sua gestão em Goiás, Caiado afirmou que o programa social “entrou na terceira geração” e disse considerar o cenário preocupante.
“O governo do Lula já está na terceira geração do Bolsa Família. Hoje tem o avô, o pai e o filho nesse ciclo do Bolsa Família”, afirmou.
Segundo o pré-candidato, o principal caminho para romper o ciclo de pobreza é investir em educação de qualidade e qualificação profissional. Caiado citou os indicadores educacionais de Goiás para defender o modelo adotado em seu governo. “Qual é a maneira de interromper o ciclo da pobreza? Primeiro, é uma educação de qualidade. Por isso nós somos o primeiro lugar na educação no Brasil”, declarou.
“O curso sozinho não resolve”, diz Caiado
Durante a entrevista, o ex-governador afirmou que a meta de sua gestão foi transformar beneficiários de programas sociais em trabalhadores autônomos e pequenos empreendedores.
Ele explicou que o governo estadual oferecia cursos profissionalizantes acompanhados de equipamentos e apoio técnico para que as pessoas conseguissem gerar renda.
“Se ela faz, por exemplo, corte e costura, eu entrego para ela uma máquina elétrica com todos os aviamentos. Se ela quer montar uma panificadora, ela recebe orientação e material para trabalhar”, disse.
Caiado afirmou ainda que apenas oferecer capacitação não seria suficiente. “O curso resolve? Não. Se eu não der o material para ela poder trabalhar, ela vai ficar apenas com o diploma”, afirmou.
O pré-candidato também relatou histórias de pessoas que, segundo ele, conseguiram aumentar a renda após deixarem programas sociais. “Um senhor me disse que vendeu R$ 18 mil de pastel durante a MotoGP em Goiás. Ele falou: ‘Eu nunca ganhei isso na minha vida’”, contou.
Críticas à economia do governo Lula
Ao comentar a situação econômica do país, Caiado criticou duramente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que a atual política econômica estaria levando a população ao endividamento.
Segundo ele, o governo federal incentivou o consumo enquanto elevava os juros. “O governo estimulou as pessoas a gastarem e depois jogou uma taxa de juros que está inviabilizando a vida delas”, disse.
O pré-candidato também criticou o programa Desenrola Brasil:
“Eu gostaria de perguntar ao Lula: se ele propõe o Desenrola, quem foi que enrolou o cidadão?”, afirmou.
Caiado declarou ainda que o país vive um cenário de desorganização fiscal e afirmou que o combate à pobreza depende também de estabilidade econômica. “Você precisa de uma política emancipatória para a pessoa pobre, mas também de equilíbrio fiscal para as pessoas não ficarem vulneráveis a uma taxa de juros de agiotagem”, concluiu.
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