Em entrevista ao Bacci Notícias, Ronaldo Caiado criticou decisões do STF relacionadas ao 8 de Janeiro e defendeu anistia aos condenados. O pré-candidato do PSD afirmou que a polarização interessa apenas ao PT e ao PL e prometeu encerrar o debate caso seja eleito presidente. Caiado também negou que a proposta incentive radicalismo e disse defender o rigor da lei contra ataques às instituições.
O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, defendeu a anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro e afirmou que pretende enviar um projeto ao Congresso Nacional logo no início de um eventual governo.

‘O inimigo comum é o petismo’, afirma Caiado ao defender pacto da direita – Foto: SECOM-GO
A declaração foi dada nesta terça-feira (12) ao repórter Lucas Tadeu, do Bacci Notícias. Durante a entrevista, Caiado criticou decisões do ministro Alexandre de Moraes e afirmou que o debate em torno dos ataques às sedes dos Três Poderes está sendo mantido por interesse político.
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‘O inimigo comum é o petismo’, afirma Ronaldo Caiado
“Vou assumir o governo e vou anistiar a todos. Vou encaminhar um projeto ao Congresso Nacional pedindo que zere este assunto do 8 de janeiro”, afirmou.
Segundo Caiado, a permanência do tema no centro do debate político alimenta a polarização nacional. “Esse processo de polarização só interessa ao PT e ao PL”, declarou.
“Falta dosimetria”, afirma Caiado
Ao ser questionado sobre uma possível contradição entre sua política de “tolerância zero” contra o crime e as críticas às condenações do STF, Caiado afirmou que existe falta de equilíbrio nas penas aplicadas aos envolvidos nos atos golpistas. “Eles estão presos há três anos e cinco meses. O que seria uma dosimetria? Seria uma maneira de arrefecer essa discussão”, disse.
O pré-candidato afirmou que o país vive um ambiente político excessivamente radicalizado. “Essa luta chegou num ponto que não tem nem purgatório. Um vai para o céu e o outro para o inferno”, declarou.
Caiado também criticou diretamente Alexandre de Moraes.
“Minha crítica ao ministro Alexandre Moraes é porque essa atitude desrespeita uma decisão do Congresso e reacende um debate que precisa desaparecer”, afirmou.
“Não concordo com ataques aos Poderes”
Apesar da defesa da anistia, Caiado negou apoiar ataques às instituições democráticas e afirmou que jamais incentivou episódios de radicalismo. “Jamais concordei com ataques aos prédios dos Três Poderes”, declarou.
Questionado se a defesa da anistia não representaria uma contestação às decisões do STF, o ex-governador respondeu que a proposta teria respaldo popular.
“O que é soberano no país? A vontade popular ou a vontade de uma instituição?”, questionou.
Caiado disse ainda que a proposta de anistia faria parte de seu plano de governo. “As pessoas vão votar em mim sabendo exatamente o que eu estou propondo”, afirmou.
“Vai ter mão pesada”, diz pré-candidato
Mesmo defendendo anistia para os condenados do 8 de Janeiro, Caiado afirmou que manterá postura rígida contra crimes e ataques às instituições caso seja eleito presidente. “Quero ver quem terá coragem de quebrar um vidro na Esplanada dos Ministérios”, declarou.
Segundo ele, haverá rigor na aplicação da lei.
“Vai ter a mão pesada da disciplina e da convivência em sociedade. Eu sou rígido na cobrança da lei”, afirmou.
O pré-candidato também declarou que o país precisa abandonar o debate permanente sobre os atos de 8 de Janeiro para discutir temas como saúde, educação e economia. “Eles querem focar no 8 de janeiro enquanto o Brasil esquece educação, saúde, tecnologia e infraestrutura”, concluiu.
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