Novas imagens de câmeras de segurança passaram a integrar a investigação sobre o desaparecimento da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos, no litoral norte de São Paulo. Os registros mostram o trajeto da caminhonete conduzida pela empresária Eliane Alves dos Santos no dia em que a funcionária desapareceu. A Polícia Civil acredita que, no momento da gravação, Berenice ainda estava dentro do veículo.
Novas imagens obtidas por câmeras de monitoramento podem ajudar a esclarecer o desaparecimento da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos. Os registros mostram o percurso realizado pela caminhonete conduzida por Eliane Alves dos Santos no dia 30 de junho, data em que a trabalhadora foi vista pela última vez.

Berenice Ramos de Aguiar Faria (Foto: reprodução)
De acordo com a Polícia Civil de São Sebastião, a análise do horário em que o veículo aparece nas gravações indica que há indícios de que Berenice ainda estivesse dentro da caminhonete naquele momento.
Segundo as investigações, a cozinheira aceitou uma carona oferecida pela empregadora após encerrar o expediente em uma pousada localizada no bairro Ubatumirim, em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. Depois de entrar no veículo, ela desapareceu e, desde então, não voltou a fazer contato com familiares.
Acesse o canal BNTV no Youtube
Empresária é apontada como principal suspeita
Embora o caso tenha sido tratado inicialmente como um desaparecimento, o avanço das investigações levou a Polícia Civil a considerar a possibilidade de que Berenice Ramos de Aguiar Faria tenha sido vítima de homicídio.
A empresária Eliane Alves dos Santos é apontada como a principal suspeita e foi presa temporariamente na última sexta-feira (10). Conforme a linha de investigação, uma das hipóteses é de que o crime tenha sido motivado por questões financeiras relacionadas ao encerramento do vínculo empregatício da cozinheira.

Patroa e a cozinheira (Reprodução/Redes Sociais)
Em depoimento à polícia, um dos filhos de Berenice relatou que a mãe havia sido demitida pela patroa em 29 de junho, um dia antes de desaparecer. Segundo ele, a cozinheira contou que o desligamento ocorreu em razão da baixa temporada e que pretendia retornar para Igaratá, no Vale do Paraíba.
Apesar das diligências realizadas pelas equipes de investigação, o paradeiro de Berenice segue desconhecido e o corpo da cozinheira ainda não foi encontrado.
Leia também:
Filho relata últimos contatos com a mãe
Em depoimento, José Carlos de Faria Filho afirmou que a família percebeu o desaparecimento de Berenice após ela interromper, de forma repentina, o contato com os parentes na tarde do dia em que foi vista pela última vez.
Segundo o relato, os familiares foram até a pousada onde a cozinheira trabalhava para buscar informações e souberam que ela teria discutido com a empregadora antes de deixar o local.
De acordo com a versão apresentada por Eliane Alves dos Santos, Berenice teria recebido cerca de R$ 2,6 mil em dinheiro referentes ao acerto trabalhista e, em seguida, ganhado uma carona até um trevo de acesso à rodovia.
José Carlos também contou que a empresária afirmou que sua mãe havia conseguido um novo emprego na região da Praia das Toninhas.
No entanto, ele disse não acreditar nessa possibilidade, destacando que Berenice sempre mantinha contato com os três filhos e, caso realmente tivesse sido contratada para outro trabalho, certamente teria comunicado a novidade à família.
Leia mais no Bacci Notícias: