O corpo de Jéssica foi encontrado coberto por um lençol e sobre materiais recicláveis, como caixas de papelão. Segundo a perícia, ela apresentava afundamento no crânio, possivelmente causado por um objeto contundente — como uma pedra ou pedaço de pau. A vítima estava sem roupas da cintura para baixo, e a polícia investiga se houve violência sexual.
Uma denúncia anônima feita via 190 levou equipes da Polícia Militar até o local, onde também compareceram agentes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e peritos criminais. O pai de Jéssica reconheceu o corpo da filha ainda na cena do crime.
Durante as investigações, Júnior Aparecido Mantovani, que dizia ter um relacionamento com Jéssica, afirmou que esteve com ela e outras duas pessoas — entre elas, Miquéias — na noite anterior ao crime. A partir dessas informações, os policiais localizaram o suspeito em sua casa, no bairro Profilurb (João Ometto).
Em depoimento, Miquéias confirmou ter permanecido com a vítima após a saída dos demais, mas suas declarações entraram em contradição com as imagens de segurança. Além disso, testes com o reagente “Blue Star” identificaram vestígios de hemoglobina em sua camiseta, reforçando as suspeitas.
Diante das provas, Miquéias foi preso em flagrante por homicídio qualificado, acusado de agir por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer todas as circunstâncias do crime.