Laudo toxicológico confirmou que o caminhoneiro acusado de matar a estudante Joyce Muraoka dirigia com cocaína no organismo e concentração de álcool 150% acima do limite previsto para caracterizar embriaguez ao volante. O motorista responde por homicídio qualificado, tentativa de homicídio e embriaguez ao volante.

Joyce Akemi Santana Muraoka morreu após ser atropelada em Jacupiranga (SP) — Foto: Redes sociais
Joyce Akemi Santana Muraoka morreu após ser atropelada em Jacupiranga (SP) — Foto: Redes sociais

O caminhoneiro Matheus Henrique Poly Garcia, acusado de atropelar e matar a estudante Joyce Muraoka, de 19 anos, em Jacupiranga, no interior de São Paulo, dirigia sob efeito de álcool e cocaína no momento do acidente.

Imagens mostram o caminhoneiro Matheus Henrique Poly Garcia ingerindo bebida alcoólica momentos antes de matar Joyce Akemi Santana Muraoka atropelada em Jacupiranga, SP — Foto: Reprodução e Redes Sociais

Imagens mostram o caminhoneiro Matheus Henrique Poly Garcia ingerindo bebida alcoólica momentos antes de matar Joyce Akemi Santana Muraoka atropelada em Jacupiranga, SP — Foto: Reprodução e Redes Sociais

A informação foi confirmada por um laudo toxicológico, que apontou concentração de álcool 150% superior ao limite previsto para caracterizar o crime de embriaguez ao volante, além da presença da droga no organismo do motorista.

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Laudo aponta consumo de álcool e entorpecentes

O exame de sangue identificou 1,5 g/L de álcool etílico no organismo de Matheus. Pela Resolução nº 432 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), qualquer concentração de álcool no sangue configura infração de trânsito, enquanto o crime de embriaguez ao volante é caracterizado quando o exame aponta índice igual ou superior a 0,6 g/L (6 decigramas por litro de sangue).

Além do álcool, o laudo também confirmou a presença de cocaína e de seus metabólitos, como benzoilecgonina, éster metil ecgonina, ecgonina e cocaetileno, substâncias que reforçam a conclusão de que o motorista conduzia o caminhão sob efeito de entorpecentes.

Atropelamento e morte da estudante

O atropelamento aconteceu em 5 de maio, quando Joyce Muraoka aguardava em um ponto de ônibus às margens da Rodovia José Edgard Carneiro (SP-193), que liga os municípios de Jacupiranga e Eldorado.

Um homem de 45 anos também foi atingido e ficou ferido. A estudante chegou a ser socorrida para um hospital em Eldorado, mas não resistiu aos ferimentos.

Imagens obtidas durante a investigação mostram Matheus Henrique Poly Garcia ingerindo bebida alcoólica enquanto dirigia o caminhão. Nos vídeos, o motorista aparece conduzindo o veículo com um dos pés apoiado no painel enquanto consome bebida alcoólica momentos antes do acidente.

Relembre o caso

O acidente ocorreu por volta das 18h30 do dia 5 de maio, na Rodovia José Edgard Carneiro (SP-193). Após atingir as vítimas, o caminhão caiu em uma ribanceira e o motorista fugiu para uma área de mata, onde acabou sendo localizado e detido por testemunhas.

Na delegacia, Matheus tentou se passar por passageiro e afirmou que outro homem conduzia o caminhão no momento do atropelamento. No dia seguinte, a Polícia Civil encontrou o ajudante apontado por ele como motorista.

O jovem afirmou que havia fugido do local a pedido do patrão, mas negou ter dirigido o veículo e apresentou um vídeo que mostrava Matheus ao volante, aparentemente embriagado, pouco antes do acidente. Após prestar depoimento, o ajudante foi liberado.

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Suspeito provocou acidente trágico

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), o caminhoneiro retornava de uma entrega de carga em Eldorado quando realizou uma ultrapassagem forçada. Ao se aproximar de um radar, ele freou bruscamente e, ao tentar fechar a porta do caminhão, que havia se aberto, perdeu o controle da direção e atingiu as vítimas.

O MP denunciou Matheus Henrique Poly Garcia por homicídio qualificado pela morte de Joyce Muraoka, tentativa de homicídio qualificado contra o homem que sobreviveu ao atropelamento e embriaguez ao volante. A promotoria também solicitou que o caminhoneiro seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.

A denúncia foi aceita pela 1ª Vara de Jacupiranga, e Matheus passou oficialmente à condição de réu no processo.

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