O britânico Bradley Wiggins, um dos maiores nomes do ciclismo mundial e cinco vezes campeão olímpico, fez revelações impactantes em sua nova autobiografia.
O britânico Bradley Wiggins, um dos maiores nomes do ciclismo mundial e cinco vezes campeão olímpico, fez revelações impactantes em sua nova autobiografia, The Chain (“A Corrente”, em tradução livre), que será lançada no dia 23 de outubro no Reino Unido.
Em trecho antecipado ao jornal The Times, o ex-ciclista contou que cheirou cocaína usando a própria medalha de ouro conquistada nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2016, durante um período de autodestruição após a aposentadoria.
“Zombando da minha conquista”
“Lá estava eu, em um armário, cheirando cocaína da minha medalha de ouro, zombando da minha conquista, odiando-a pelo que eu achava que ela havia me proporcionado”, revelou.
Segundo Wiggins, o momento simbolizava o fundo do poço em que havia chegado.
“Era como mijar no túmulo de alguém – e, naquele momento, eu estava mijando no meu próprio. A medalha de ouro, a Volta da França… tudo isso estava morto para mim”, disse.
O ex-atleta contou ainda que se trancou por duas semanas em um hotel de Londres, consumindo aproximadamente 120 gramas de cocaína.
“Não sei como não morri. Não gosto nem de pensar nisso”, declarou o britânico de 45 anos.
Abuso e traumas na infância
Além da luta contra o vício, Wiggins também revelou ter sido abusado sexualmente por um treinador aos 13 anos e que sofria violência física do padrasto durante a infância.
“Eu nunca quis que parecesse que eu culpava alguém pelos meus problemas. Sou vítima das minhas próprias escolhas”, afirmou.
O campeão olímpico, que chegou a ter falência declarada após acumular mais de 1 milhão de euros em dívidas, diz que hoje busca reconstruir a própria vida longe das pistas e do consumo de drogas.
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