A venda de canetas emagrecedoras falsas tem preocupado médicos e autoridades de saúde. Sem registro na Anvisa, esses produtos ilegais podem causar complicações graves, incluindo doenças neurológicas, respostas autoimunes e risco de morte.

Foto: Reprodução / Freepik.
Foto: Reprodução / Freepik.

A comercialização de canetas emagrecedoras falsas pelas redes sociais tem se tornado um sério problema de saúde pública no Brasil. Sem qualquer registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e fora dos padrões de controle sanitário, esses produtos vêm sendo associados a quadros clínicos graves, como internações prolongadas, complicações neurológicas e até óbitos.

Um dos casos mais recentes ocorreu em Belo Horizonte (MG), onde uma mulher de 42 anos desenvolveu a Síndrome de Guillain-Barré, uma condição neurológica rara e potencialmente grave, após utilizar uma caneta emagrecedora adquirida ilegalmente. Ela apresentou sintomas como fraqueza muscular progressiva, urina avermelhada, insuficiência respiratória e comprometimento neurológico, permanecendo internada desde o fim de dezembro.

Segundo o nutrólogo Gustavo Rosa, especialista em emagrecimento, o maior perigo está na total falta de controle sobre a composição dessas substâncias. 

“A pessoa não sabe o que está injetando no próprio corpo. Pode haver contaminação por metais pesados, outras medicações, doses excessivas ou compostos totalmente impróprios para uso humano”, alerta.

Os efeitos adversos vão muito além de reações locais. De acordo com o médico, há registros de hepatite medicamentosa, lesões nos rins, fígado e coração, além de distúrbios gastrointestinais severos, como o íleo paralítico, que compromete o funcionamento do intestino.

Outro risco apontado pelos especialistas é o desencadeamento de respostas autoimunes. 

“O organismo pode identificar a substância como um invasor e reagir de forma descontrolada, levando a doenças graves, como a Síndrome de Guillain-Barré”, explica Rosa.

Diante do aumento desses casos, médicos reforçam que qualquer tratamento para emagrecimento deve ser feito com acompanhamento profissional e apenas com medicamentos regularizados. 

Leia mais no BacciNoticias:

Vídeos curtos

Mais lidas