Cantor de pagode, 31, é denunciado novamente por violência doméstica em São Vicente. Vítima, 32, afirma ter sido agredida com socos, estrangulamento e que o músico ainda empurrou seu avô de quase 70 anos. Ele já respondia por outro inquérito e havia medida protetiva, retirada dias antes. O agressor fugiu antes da chegada da polícia. Casos seguem na Delegacia da Mulher Online.
Um cantor de pagode de 31 anos foi denunciado pela segunda vez por violência doméstica em São Vicente, no litoral de São Paulo. A vítima, de 32 anos, mãe do filho do músico, registrou novo boletim de ocorrência na quarta-feira (19), após sofrer agressões na noite de terça-feira (18).
Segundo a advogada Beatriz Bahiense dos Santos, que representa a vítima, o músico é reincidente em agressões verbais e físicas contra a ex-companheira. O ex-casal teve um breve relacionamento e é pai de uma criança de três anos. “A pensão e a convivência dele com a criança são os motivos dos conflitos. Ele sempre a ofende”, afirmou.
A defesa explicou que, em 11 de fevereiro, durante uma briga na residência da vítima, no bairro Vila Nossa Senhora de Fátima, o cantor a xingou e a agrediu fisicamente. No dia seguinte, ela registrou o primeiro boletim de ocorrência e entrou com medida protetiva. Com isso, o músico deixou de ter contato com o filho.
Após pressão do agressor e de familiares dele, a mulher retirou a medida protetiva na sexta-feira (14). Porém, na noite do dia 18, ele voltou a agredi-la. “Dessa vez foi muito pior. Ele deu um soco no rosto dela e ela caiu por cima do filho. Mesmo assim, ele continuou, apertou o pescoço dela, tentando estrangulá-la. Quando o avô dela, um idoso de quase 70 anos, tentou intervir, ele o empurrou no chão”, relatou a advogada.
A vítima acionou a polícia, mas o agressor fugiu antes da chegada da equipe e escapou do flagrante. No novo boletim, ele é investigado por violência doméstica, injúria e lesão corporal. Ambos os inquéritos tramitam na Delegacia da Mulher Online, vinculada ao 2º Distrito Policial de São Vicente.
A advogada afirmou que, após a conclusão das investigações e coleta de provas, ingressará com ação criminal baseada na Lei Maria da Penha e na Lei do Feminicídio.
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