A morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, provocou indignação nacional e trouxe à tona discussões sobre o comportamento dos adolescentes suspeitos do crime. Nas redes sociais, muitos internautas passaram a chamar os jovens de “psicopatas”, mas especialistas em saúde mental alertam que esse tipo de rótulo não é usado pela psiquiatria para descrever menores de idade.
A morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, provocou indignação nacional e trouxe à tona discussões sobre o comportamento dos adolescentes suspeitos do crime. Nas redes sociais, muitos internautas passaram a chamar os jovens de “psicopatas”, mas especialistas em saúde mental alertam que esse tipo de rótulo não é usado pela psiquiatria para descrever menores de idade.
Segundo profissionais da área, o termo psicopatia está ligado ao transtorno de personalidade antissocial, um diagnóstico que só pode ser feito em adultos. Em adolescentes, o que pode ser identificado são transtornos de conduta ou comportamentos antissociais, que não significam necessariamente uma condição permanente. A avaliação clínica nessa fase da vida é considerada complexa, pois o cérebro ainda está em desenvolvimento e muitos comportamentos podem ser influenciados por fatores ambientais, familiares e sociais.
O caso do cão Orelha ganhou repercussão após o animal ser encontrado gravemente ferido, vítima de agressões atribuídas a um grupo de adolescentes. O episódio mobilizou a opinião pública, celebridades e organizações de defesa dos animais, que cobram punições mais severas para crimes de maus-tratos.
Especialistas reforçam que o uso indiscriminado de termos como “psicopata” pode gerar estigmatização, dificultar o tratamento adequado e reforçar preconceitos, além de simplificar um problema complexo que envolve saúde mental, educação e responsabilidade legal.
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