A segunda noite de desfiles do Carnaval 2026 na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, entre segunda-feira (16) e a madrugada de terça-feira (17), teve como principais destaques as apresentações da Beija-Flor de Nilópolis e da Unidos do Viradouro. Ao todo, quatro escolas passaram pela avenida, com enredos que exaltaram cultura, música e literatura brasileira.

(Rio Carnaval - Fotos: Eduardo Hollanda)
(Rio Carnaval - Fotos: Eduardo Hollanda)

A segunda noite de desfiles do Carnaval 2026 na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, entre segunda-feira (16) e a madrugada de terça-feira (17), teve como principais destaques as apresentações da Beija-Flor de Nilópolis e da Unidos do Viradouro. Ao todo, quatro escolas passaram pela avenida, com enredos que exaltaram cultura, música e literatura brasileira.

Beija-Flor emociona com tradição afro-brasileira

Beija-Flor de Nilópolis (Foto: Rio Carnaval/ Eduardo Hollanda)

A Beija-Flor de Nilópolis levou à Sapucaí a história do Bembé do Mercado, tradicional manifestação religiosa de matriz africana realizada em Santo Amaro, no Recôncavo Baiano.

O desfile foi desenvolvido pelo carnavalesco João Vitor Araújo, responsável pelo título da escola em 2025. Um dos momentos mais marcantes foi a recepção calorosa ao intérprete histórico Neguinho da Beija-Flor, em seu primeiro Carnaval após a aposentadoria. Jéssica Martin e Nino do Milênio assumiram o microfone como novidades da azul e branca.

Viradouro celebra Mestre Ciça e retorno de Juliana Paes

Viradouro (Foto: Rio Carnaval/ Eduardo Hollanda)

A Unidos do Viradouro apostou na própria história e homenageou o Mestre Ciça. Um dos grandes destaques foi o retorno da atriz Juliana Paes ao posto de rainha de bateria após 17 anos.

A escola revisitou momentos icônicos, como a recriação do famoso carro do xadrez de 2007, quando ritmistas e rainha desfilaram no alto da alegoria. Apesar de um problema técnico no elevador do penúltimo carro, a agremiação completou o desfile dentro do tempo regulamentar.

Mocidade abre a noite com homenagem a Rita Lee

Mocidade Independente de Padre Miguel (Foto: Eduardo Hollanda/Rio Carnaval)

A primeira a desfilar foi a Mocidade Independente de Padre Miguel, que apresentou o enredo “Rita Lee, A Padroeira da Liberdade”, assinado pelo carnavalesco Renato Lage.

A comissão de frente trouxe uma encenação que remetia à censura na ditadura militar, com uma cela marcada como “censurada” que se transformava em nave espacial. A representação da cantora apareceu com uma vassoura de bruxa, reforçando o universo lúdico e contestador da artista.

Entre as alas, destaques para referências a sucessos e momentos marcantes da carreira de Rita, além de uma homenagem ao cachorro Orelha, símbolo do ativismo da cantora pela causa animal.

Unidos da Tijuca encerra com tributo a Carolina Maria de Jesus

Unidos da Tijuca (Foto: Rio Carnaval / Eduardo Hollanda)

Fechando a noite, a Unidos da Tijuca apresentou um enredo dedicado à escritora Carolina Maria de Jesus, destacando sua importância como uma das vozes mais marcantes da literatura brasileira.

O desfile reforçou a identidade da autora, ressaltando sua trajetória como escritora oriunda da favela. A atriz Juliana Alves participou em posição simbólica, desfilando em diferentes momentos da apresentação.

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