Uma operação da Polícia Federal resultou na prisão de Erick Justin Jorgensen, cidadão americano, e Ekaterine Jorgensen, russa, que figuravam na lista vermelha da Interpol. O casal foi detido no dia 21 de agosto, enquanto comemorava o 17º aniversário da filha em um restaurante próximo a um shopping no Distrito Federal. Enquanto aguardam os desdobramentos judiciais, Erick e Ekaterine seguem encarcerados, enfrentando dificuldades no sistema prisional. A filha, que presenciou a prisão dos pais durante sua comemoração, permanece em um abrigo. A defesa do casal solicitou medidas alternativas, como prisão domiciliar, destacando problemas de saúde de Erick e barreiras de comunicação enfrentadas por Ekaterine no presídio feminino.

Foto: reprodução/Metrópoles
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Uma operação da Polícia Federal resultou na prisão de Erick Justin Jorgensen, cidadão americano, e Ekaterine Jorgensen, russa, que figuravam na lista vermelha da Interpol. O casal foi detido no dia 21 de agosto, enquanto comemorava o 17º aniversário da filha em um restaurante próximo a um shopping no Distrito Federal.

Eles são acusados de liderar um esquema internacional de fraude financeira e lavagem de dinheiro, que teria causado prejuízo de cerca de 900 mil euros, aproximadamente R$ 5,6 milhões, a empresas europeias. Erick permanece preso no Centro de Detenção Provisória da Papuda, enquanto Ekaterine está no Presídio Feminino do Gama. A filha do casal foi entregue ao Conselho Tutelar e levada para um abrigo local, devido à ausência de familiares ou rede de apoio.

Segundo a defesa, o casal teme por sua vida caso seja extraditado, alegando risco de retaliação pela máfia da Geórgia.

O esquema de fraude
As investigações apontam que os Jorgensen criaram uma rede de empresas de fachada para atrair investidores internacionais. Ekaterine registrou na Geórgia a VCM LLC, com nome similar à norte-americana Vinito Capital Management LLC, pertencente ao casal, dando aparência de legitimidade ao negócio, que simulava atividades na produção e comércio de vinhos.

Erick, usando a identidade falsa de “Erik Sabelskjold”, teria convencido empresários europeus a investir em contratos fictícios. Entre as vítimas estão a empresa francesa M.F.I Maintenance Ferroviaire Industriel, que transferiu 100 mil euros, e a britânica Bovell Global Macro Fund SP, que investiu 500 mil euros em títulos sem valor real. Parte do dinheiro foi transferida para contas pessoais do casal e empresas de fachada nos Estados Unidos e na Geórgia, configurando lavagem de dinheiro.

Situação no Brasil
O caso acendeu alerta nas autoridades brasileiras. O pedido de refúgio de Ekaterine ainda está em análise pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), e processos de extradição estão suspensos até decisão final do ministro Kassio Nunes Marques, do STF.

Enquanto aguardam os desdobramentos judiciais, Erick e Ekaterine seguem encarcerados, enfrentando dificuldades no sistema prisional. A filha, que presenciou a prisão dos pais durante sua comemoração, permanece em um abrigo. A defesa do casal solicitou medidas alternativas, como prisão domiciliar, destacando problemas de saúde de Erick e barreiras de comunicação enfrentadas por Ekaterine no presídio feminino.

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