O caso do empresário Adalberto Amarílio Júnior ganhou novos desdobramentos nesta quinta-feira (26), após a prisão de um suspeito. O homem foi encontrado morto em um buraco no Autódromo de Interlagos, na Zona Sul de São Paulo.
O caso do empresário Adalberto Amarílio Júnior ganhou novos desdobramentos nesta quinta-feira (26), após a prisão de um suspeito. O homem foi encontrado morto em um buraco no Autódromo de Interlagos, na Zona Sul de São Paulo.
Relembre o caso
O empresário desapareceu no dia 30 de maio de 2025, após participar de um festival de motociclismo realizado no Autódromo de Interlagos. O corpo foi localizado apenas no dia 3 de julho, dentro de uma área em obras no local.
A vítima estava em um buraco de aproximadamente três metros de profundidade e 70 centímetros de diâmetro. Sobre o corpo, foi encontrado o capacete de Adalberto, porém, sem a câmera que ele utilizava para registrar o evento e publicar nas redes sociais.
Laudo pericial da Polícia Técnico-Científica concluiu que Adalberto teve uma morte violenta por asfixia, causada por esganadura (já que foram encontradas escoriações no pescoço dele) ou compressão torácica (alguém pode ter comprimido o pulmão da vítima com o joelho).
Veja o local onde ele foi encontrado
De acordo com a polícia, o empresário vestia jaqueta, camiseta e cueca, mas estava sem calça e sem tênis. Para os investigadores, há indícios de que o corpo tenha sido colocado no local após a morte.
Linhas de investigação
Embora a dinâmica exata do crime não tenha sido totalmente esclarecida, a Polícia Civil de São Paulo trabalha com a hipótese de que o empresário tenha sido morto durante uma briga com um segurança que atuava no evento.
A principal suspeita é de que a vítima tenha sido imobilizada com um golpe conhecido como “mata-leão”. Laudos da Polícia Técnico-Científica de São Paulo apontaram que a causa da morte foi asfixia, além de lesões nos joelhos.
Em coletiva realizada em julho de 2025, a polícia informou que havia cinco suspeitos, todos seguranças que trabalharam no evento. Quatro deles chegaram a ser levados ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), onde permaneceram em silêncio.

Empresário Adalberto Amarílio Júnior, encontrado morto em um buraco no Autódromo de Interlagos (Foto: Reprodução)
Suspeitos e desdobramentos
Entre os investigados, dois nomes não constavam em uma lista de 184 funcionários enviada à polícia pela empresa responsável pela segurança do evento, a ESC Segurança.
O único suspeito identificado publicamente foi Leandro de Thallis Pinheiro, que também atuava como segurança. Ele chegou a ser preso por porte ilegal de arma, mas foi liberado após pagamento de fiança.
Segundo as autoridades, Leandro exercia função de liderança entre os seguranças no dia do evento. Outro ponto que levantou suspeitas foi o fato de ele não ter comparecido ao trabalho no dia seguinte ao desaparecimento do empresário. A empresa, no entanto, nega vínculo com o profissional.
Novos desdobramentos
Segundo apuração do portal Bacci Notícias, um homem foi preso na manhã de hoje suspeito de participação no crime. Além dele, cinco suspeitos estão prestando depoimento na sede do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
De acordo com informações do SBT, pelo menos duas pessoas participaram ativamente na morte de Adalberto. Além deles, cerca de dois ou três suspeitos estiveram presentes na ocultação do cadáver.
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